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Empreendedorismo e o Hospital Albert Einstein

Alexandre Moura. Publicado em 16 de dezembro de 2016 às 9:29

Por Alexandre J. Beltrão Moura (*)

O Hospital Albert Einstein, de São Paulo, Capital, está desenvolvendo um “programa de inovação” com o objetivo de atrair startups (empresas iniciantes) e empreendedores para “apoia-los, em projetos de pesquisa, no desenvolvimento de novas tecnologias e definição de produtos médicos, gerar propriedade intelectual (patentes, desenhos industriais, softwares), testes e validação científica de equipamentos”, dentre outras ações de inovação. O projeto é gerenciado pela diretoria de inovação, recém-criada, e já selecionou 11 projetos para investir. É uma iniciativa importante e que deve ser seguida por outras instituições brasileiras da área medica.

Edital para Jogos Eletrônicos

Outra boa iniciativa é o edital lançado pela ANCINE – Agência Nacional de Cinema, órgão ligado ao Ministério da Cultura, para investimentos na produção de jogos eletrônicos dentro do “Programa Brasil de Todas as Telas”. Serão disponibilizados R$ 10 milhões em recursos oriundos do “Fundo Setorial do Audiovisual” para financiar a produção de até 24 jogos eletrônicos para consoles, computadores ou dispositivos móveis. As inscrições já estão abertas. Mais informações no endereço www.ancine.gov.br/fomento/editais-fomento

Watchyourself”

Este é o nome de uma espécie de “pulseira inteligente” que “examina”, além de outras funções, os produtos alimentícios disponíveis nas prateleiras do supermercado e projeta receitas na palma da mão do usuário. O “WatchYourself” tem o objetivo de simplificar as compras e também, ajudar na escolha de uma alimentação mais saudável. O equipamento foi o vencedor da “14ª edição da Electrolux Ideas Lab”, uma competição mundial promovida pela empresa multinacional sueca “AB Electrolux” que incentiva ideias, conceitos e soluções inovadoras, que sejam úteis para os consumidores em nível global.

Lei do Bem

Um relatório do MCTIC – Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, recém-publicado, revela que a adesão das empresas brasileiras à chamada Lei do Bem (Lei No. 11.196/05) que concede incentivos fiscais às empresas que investem em PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica) é muito baixa. De acordo com o documento do MCTIC, apenas 1.206 empresas apresentaram suas atividades de PD&I para análise e assim, fazer jus ao incentivo. Segundo técnicos do Ministério, “esse número corresponde a menos de 1% das empresas tributadas pelo lucro real no Brasil e que poderiam usar o benefício da Lei do Bem”. Em resumo: A lei não está sendo utilizada pelos empresários em sua plenitude e desta forma, os resultados previstos, quando da criação da legislação, não são obtidos no volume esperado. Perdem as empresas e perde o país que não vê novos produtos, processos e patentes serem disponibilizados para seu desenvolvimento. Neste caso, não se pode culpar o governo federal de falta de ação. Mais informações sobre a Lei do Bem no site www.leidobem.com

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* Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado da Paraíba.

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado da Paraíba.

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