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Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 25 de julho de 2021 às 9:02

Amanheci viajando os pampas gaúchos!

De pronto, o Teatro São Pedro, sua bela arquitetura, suas grandiosas representações dramáticas.

“Não sei por que será que os aspectos de agosto/me convidam à cisma à hora do sol porto” MARCELO GAMA(in “Sugestões de ocaso”).

À beira  do Guaíba, justamente com Mário Quintana, para quem ali está “o crepúsculo mais lindo do mundo”.

Passeio pela rua da “Praia”, onde reencontro a gauchada tomando o canônico chimarrão. Beleza!

A saudade bate ao recordar as idas ao bairro “Petrópolis”: degusto “chemias” e “cucas” deliciosas.

Entro em “Gramado” e “Canela”: atônita diante da natureza indefinível. Natal de Luzes e Reveillon alvíssimo provocam-me êxtase.

Sigo para PUCRS: trabalho Darcy Azambuja, Marcelo Gama, Alcides Maya, Simões Lopes Neto.

São autores que vão deixando o ideário romântico, passando a transitar entre o Realismo/Parnasianismo. Mais adiante, encontro o fluxo simbolista de Marcelo Gama em “Via Sacra” e o neoregionalismo de Alcides Maya com “Ruínas Vivas” e o consagrado Simões Lopes Neto que, com “Lendas do Sul”, anuncia o Modernismo.

Mesmo mantendo os sotaques regionalistas, Érico e Dionélio Machado, após a fase modernista, revelam a posição dilemática, ou seja, a indecisão entre o regional e o universal.

Prefiro conversar não com Dionélio (“Os Ratos”) e sim com meu ídolo Érico Veríssimo. Universalismo e o Neo-Realismo gauchesco sobrevivem na obra de Érico, destacando-se “O Tempo e o Vento”.

Viajo nos minuanos de Érico e sinto que o Tempo é mais rigoroso que os rumores do Mínuano…

Ao terminar esta viagem aterrisei em “Antares”. Com Érico!

À DIREÇÃO DA ALERTA

Na qualidade de cliente da ALERTA desde o tempo da EMPELL, cumpre-me uma advertência ao Departamento de Finanças e/ou de
Faturamento.

É que após a instalação de minhas câmeras de segurança, chegou-me um montão com preços abusivos. Entrei em pânico: nada correspondia ao contrato inicial feito com a eficientíssima JULIANA.

Pedi socorro à querida amiga MARI que me atendeu com sua inquestionável fidalguia e imediatamente, JULIANA veio a minha casa.

JULIANA observou a papelada e constatou a péssima arrumação das cobranças, transformando-as em trasparentes boletos. Graças a Deus.

Por tal razão, entendo que a DIREÇÃO deve verificar o trabalho dos Departamentos citados acima. Muito obrigada.

E parabéns para JULIANA e MARÍ!

POETAS ESQUECIDOS

São inúmeros os Poetas, Escritores, Oradores literalmente esquecidos. Como disse J.J. VEIGA (aqui em Campina) “escreve-se por encomenda”. Parece-me também que por interesse…

Lembro apenas o paraibano CARLOS DIAS FERNANDES, nascido em Mamanguape. Autor de “Canção de Vista”; “Palma de Acantos”; Sansão e Dalila etc.

Dele uma estrofe simbolista:

“Recomeça de novo a intérmina Cruzada,

Põe no teu amuleto as asas da Esperança;

Beija em face de Deus a cruz da tua espada

E de encontro à legião dos bárbaros avança”. (In “URBS MEA”)

DOS ABRAÇOS

Por intermédio da generosa amiga Mônica Mangueira, meus abraços de agradecimento vão, coraçãomente, para Lourdinha Ramalho; Célia Téjo; Conceição Araújo; Hozanita Agra; Adacy Belo; Bêny Pedrosa; Lúcia Lima Colaço; Maria Téjo; Ivanilde Agra; Mayvonne Moraes. Deus as abençoe.

AO MEU LEITOR

O símbolo vigente é SAUDADE!

 

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