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Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 18 de julho de 2021 às 8:29

A partir das noções de textos conotativos, surgem inúmeros conceitos de literatura. Cesare Segre em seu “Os signos e a Crítica” acolhe o literário como conjunto de códigos culturais não literários, um seja, um cronótopo.

Umberto Eco e Paul Zumthor fogem dos conteudismos e postulam os famosos estratos das narrativas (Cf. A estrutura ausente do Eco e o Ensaio de poética medieval de Zumthor).

De um trânsito entre o cronótopo e os estratos “A História de Campina Grande”, dos autores Vanderley Brito/Ida Steinmüller, nos oferece uma obra que comunga com a História e a Literariedade; não o “literaturnost” dos formalistas e sim a capacidade informativa de quem comunica aos outros com transparente linguagem.

Uma linguagem que, operando significantes e significados, neutraliza o besteirol histórico vigente e também a dicção judicativa, oferecendo ao ensino nacional fatos, pessoas e situações que, autenticamente, aconteceram.

Decorrem deste palimpsesto cenas a exemplo de “Romeu e Julieta” (Orlando Almeida/Yara Figueiredo(p.102); A Freguesia de N. S da Conceição de Campina Grande(p,21); O Açude Velho (p.22); “Vila Nova da Rainha”, onde residi 20 anos(p.28); “As Revoluções Iluministas”(p.35); “Feira de Mangaio”(p.37); Cristino Pimentel, Antonio Telha, Cel. Bento Viana, Irenêo Joffily, “A Casa da Caridade” (Onde minha mamãe estudou).

E mais: Christiano Lauritzen, Carga D’Água, João Lourenço Porto, O Posto do Telégrafo, o Diário da Borborema, o Grêmio, os Prefeitos de Campina, a FACMA, a Vila do Artesão, Fernando Cunha Lima, Mulheres do Instituto Histórico de Campina Grande, Dona Merquinha e muitos outros importantes núcleos históricos até chegar a “Campina do Século XXI”. (Cf. pp. 40-43-49-54-57-59-169-173-174-176-182).

Gênero hibrido? Não. Influenciados, talvez, por Eliot, os autores transformaram uma pesquisa de longo fôlego no “romance” que, combinando memória histórica e memória fotográfica, criaram uma obra heterónoma.

WANDERLEY DE BRITO versus IDA STEINMÜLLER: um discurso autônomo bastando-se a si mesmo.

Sem dúvida, a fundação de um idioma próprio!

 

EVALDÍSSIMO

Político íntegro. Parlamentar brilhante. Amigo leal.

Três vezes Deputado Estadual. Deputado Federal. Chefe da Casa Civil/Governo Ernani Sátiro. Diretor da Cagepa.

Tem razão a consagrada Cordelista Daniela Carvalho de Andrade.

 

“Promotor, procurador

Por concurso aprovado

Defender ou acusar

Pra tudo ele era chamado

Jurista de profissão

Com devida vocação

Tornou-se um renomado”

Parabéns, S. Excia. Evaldíssimo Gonçalves!

 

SEMPRE MEUS ABRAÇOS

Muito carinhosos para Fátima Feliciano, Jacy Cruz Lira, Valda Tomé, Madalena Holanda, Socorro Nonato, Aurinha Borges da Fonseca, Augusto (proprietário da Oficina Flórida), Fátima Coutinho, Maisa Gadelha, Vera Maia, Thélio Farias, Rafael Holanda, Buega Gadelha.

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