Fechar

logo
logo

Fechar

Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 11 de julho de 2021 às 8:43

Recentemente recebi, com delicadas dedicatórias, dois livros do Acadêmica Valéria Vanda X. Nunes: “Onde tudo é passado” (romance) e “Ensaio sobre a mulher contemporânea”.

Minha preferência é sempre Ensaios.

O ensaio de Valéria tem núcleos menos significativos e outros importantíssimos. Como as Tessituras objetivam apenas resenhas, fujo dos ensaismos, os quais são cometidos por meus livros.

Na minha perspectivas Valéria aborda diversos temas atuais com a versatilidade de um conhecer próprio dela mesma.

“Tenta acertar” e acerta quando crítica, transparentemente, o “emponderado feminino”. Realmente, tal estereótipo revela o poder inútil…

Já em “Feminicídio”, a autora é possuída de uma iluminação: para que denunciar a matança das mulheres se as denúncias aterrissam no vázio?

“Mãe é Mãe”, “Mulheres maduras” e, sobretudo, “Vó – Quem não quer ser mãe?” são textos que negam Octavio Paz ao afirmar que a poesia está voltando às catacumbas, vez que revelam dicções líricas. E ao invés de uma temática homogênea, Valéria distanciou-se do beautiful people,  a fim de preservar uma verdade “maquiabólica”, ou seja longe do quilate da pipoca o livro culmina com a solaridade das escritas de um eu clean que não ancora em nenhum porto.

VALÉRIA – força de denúncia e rigor de protesto!

 

TODOS CANTAM SUA TERRA…

Mas, o canto não é meu.

Apenas vibro com os sons emitidos por um amigo escritor:

“Ancoradas no Porto da memória, particularmente no da infância que não volta, as suas Tessituras revisitam uma típica centralíssima da literatura: A nossa sempre dolorosa relação com a passagem inevitável do  tempo, esse artífice de provisioriedade de tudo, esse tecelão impiedoso da  impermanência de todas as coisas.

Mas, se o tempo tudo carrega nas suas invencíveis águas, temos a palavra; palavra que, díria Emil Staiger, traz de volta ao coração, nas asas do lírismo, o que já se perdeu definitivamente. As vinculações com o imenso Manuel Bandeira tão recorrente em seus incursiomentos críticos, foram sobremaneira permanentes, porque ninguém cantou tão bem, com aliciante e doce melancolia, a passagem do tempo, como o mestre pernambucano, ponto alto da lírica brasileira de todos os tempos.

A memória, o tempo, a saudade, a cidade, a família, as brincadeiras, a vida, enfim eis o lema e o tema de suas admiráveis TESSITURAS, mestra e amiga Elizabeth.

Com a renovação do seu apreço e a ratificação da minha crescente amizade”. JOSÉ MÁRIO SILVA

 

LUDICAMENTE

Retirando o título de “mestra”, vou tomar seu texto para fazer dele meu próprio canto. E você, Mario amigo, não poderá me denunciar… Denúncias não possuem carga LÍRICA…

 

AGRADECIMENTO

Tão feliz estou que não posso esconder minha gratidão a Mônica Mangueira, Célia Farias e a tantas(os) amigas(os) pela aquisição do meu livro “EU COM OUTROS”.

É isso ai gente: quem tem brilho próprio, não tem receios de sombra…

 

ABRAÇOS

Vão calorosos para as amigas e amigos que estão acolhendo meu livro e também para Socorro Virgínio: Paulina(lá em Catolé do Rocha); Aldevan (filha da inesquecível enfermeira Otaciana); Pedro Lúcio; José Edmilson, o Poeta; Ivanette Silveira; Ozanita Agra; Salete Alencar; Dr. José Morais Lucas; Dr. Rafael Holanda e muito gratos para Lourdinha Ramalho; Lamirzinho Motta; Bêri Pedrosa e todos (as) os meus/minhas Médicos e Médicas.

Share this page to Telegram

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Mais colunas de Elizabeth Marinheiro
Elizabeth Marinheiro

[email protected]

Arquivo da Coluna

Arquivo 2018 Arquivo 2017 Arquivo 2016 Arquivo 2015

2018 - Paraiba Online - Todos os direitos reservados.

BeeCube