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Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 27 de junho de 2021 às 8:00

Época de São João e São Pedro!

A cidade, mergulhada na melancolia, não se contenta com os chavões das televisões. Tudo sem graça, já foi dito. Tem razão Manuel Bandeira:

“Na feira livre do arrabaldezinho

Um homem loquaz apregoa balõezinhos de cor:

– “O melhor divertimento para as crianças”

Em redor dele há um ajuntamento de menininhos pobres,

Fitando com olhos muito redondos os grandes balõezinhos muito redondos.”  (Obra composta, p. 196)

 

RICOS x POBRES

Sabe-se que os balões são perigosos e proibidos. Porém, os ricos fogem para as fazendas e a filharada diverte-se, livremente, com balões coloridos…

Já o “divertimento para as crianças bandeirianas” permanece um olhar amargo e “muito redondo”.

Um redondo derramando lágrimas!

 

MEU SÃO JOÃO

Entre São João e São Pedro procuro fortificar-me, na solidão desta biblioteca, com textos maravilhosos que estão me chegando. A exemplo:

  • Os depoimentos Críticos da Escritora Conceição Araújo. Matéria para as próximas tessituras.
  • As mensagens pontuais do Médico/Escritor Rafael Holanda.
  • A divulgação, tão eficaz quanto solidária, do meu livro “EU COM OUTROS” pelo despojamento amigo de Mônica Mangueira, Escritor José Mário Silva e Célias Farias.
  • O constante apoio do querido casal Vaninha/Arquimedes Leal.
  • Carinhosos telefonemas das amadas filhas Lizanka e Tulenka.

Louvores ao Senhor!

 

LOURDES COELHO

Hoje é dia da ex-aluna. Quanta emoção!

“Eu era uma adolescente e vinha de uma grande dor que me roubara todo o ânimo pela vida.

Perdera meu primeiro amor de forma súbita e trágica.

Aí veio Dona Betinha, professora de Literatura, que soube do meu drama e me convidou a fazer parte de um movimento cultural de jovens como eu, criado e comandado por ela.

E foi no palco, através de suas mãos e da poesia, que curei minha dor e resgatei a vontade de viver.

Assim vivi uma das experiências mais belas, ricas culturalmente e inesquecíveis de minha vida.

Dona Betinha virou meu ídolo pela sua inteligência, pelo vasto conhecimento na área literária e por todas as lições que me ensinou.

Inspirada nos coros gregos, ela deu vida a um movimento pioneiro; os Corais Falados.

E eu posso dizer que aprendi literatura no palco, conhecendo e interpretando o canto dos maiores poetas da Literatura Brasileira e Universal.

Obrigada Dona Betinha pelo legado que deixou em minha vida

 

Qualquer dia, qualquer hora, querida Lourdes, terei condições para te agradecer.

 

DOS ABRAÇOS

Bem coloridos e plenos de admiração, envio para as Escritoras Valéria Xavier e Conceição Araújo, Professor Walter Pessoa, Profa. Vera Barreto, Veruska Figueiredo, Eneida A. Maracajá, Salete Carolino, Jacy Cruz Lira, Confrade Evaldo Gonçalves e Jornalista Jurema Filho.

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