Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 13 de junho de 2021 às 7:43

Tarefa hércula a do Poeta Bruno Gaudêncio para escrever a biografia do nosso Ruben de Agra Navarra, consagrado internacionalmente como RUBEN NAVARRA. Certo é nosso primo, mas não convivi com ele. Lembro-me tê-lo visto em casa de sua irmã Ceci, na rua “João da Mata”, onde eu também residia.

Entretanto, tenho consciência de sua consagração como Crítico de Arte, linguagem que apenas “soletro”, salvo a literatura. Porém Ruben, formado em Direito e Juiz na Paraíba, entregou-se, radicalmente, às Artes Plásticas. Seu talento analítico superou o suposto autodidatismo, como se constata em seus Estudos sobre a pintura dos europeus.

A simplicidade semântica, a dicção poética, o sentido humano, a recusa da retórica barroca são alguns traços que explicam a universalidade na sua Crítica. Não se desligou da tradição porque tinha a convicção de que por mais renovadora e experimental que fosse o artístico, havia nele o toque tradicionalista, assegurando a unidade e a evolução das Artes.

Com seu profundo conhecimento, deixou excelentes textos em torno das exposições pictóricas da Alemanha, França, Estados Unidos e outras potências. Ao mergulhar em Minas Gerais, praticamente Ouro Preto, fez inéditas e significativas descobertas. Para Navarra, o emigrante romeno E. R. Marcier desacreditou a arte pura, com assunto e/ou fria, pois entendia “a perfeição quando a arte não signifca coisa alguma”. Mas, enfatizou em suas telas a negação da salvação e o “sentimento do homem desesperado”. Observa em Alberto da Veiga Guignard um afastamento do pitoresco e uma aproximação da “autenticidade lírica”.

Navarra não se limitou à paisagem mineira, nem aos artistas estrangeiros: estudou Portinari, Cicero Dias, José Pancetti.

De Cicero Dias, Navarra exalta os sentidos, compara seu abstrato com a nova arquitetura, o ritmo geométrico e o lirismo não confesso e sim sensorial.

Sobre José Pancetti, “um monge da pintura”, Ruben sublinha o anticlássico, o místico, a fatalidade da emoção, o mar e a pobreza.

Analisando Candido Portinari, o campinense realça a infância, a memória da terra queimada, a gravidade emocional de suas telas, realçando, também, suas anatomias escultóricas a exemplo dos murais do Ministério de Educação (RJ).

Eis o fenómeno cultural RUBEN NAVARRA! Crítico de Arte que fugiu dos “cartões postais” e deixou excelentes Ensaios sobre Teatro, Pintura, Escultura, Dança, Música. Literatura e Cinema.

RUBENS DE AGRA SALDANHA/RUBEN NAVARRA: de Campina Grande para o Mundo!

AGRADECIMENTO

Quero agradecer, com todo meu coração, às amigas e aos amigos que me ajudaram comprando “EU COM OS OUTROS”, meu trabalho autobiográfico.

Embora o livro esteja à venda na Livraria Cultura teve ótima receptividade (renda antecipada) sob a responsabilidade de generosas e estimadas amigas: Mônica Mangueira e Célia Farias, além das queridas agregadas.

Ainda não recebi as listas de Mônica e Célia com os nomes de amigos e amigas que o acolheram, pra minha honralegria. Porém, alguns nomes já escaparam. Ei-los:

Leonel Freire; Jacy Cruz Lira; Políbio Alves; Vera Lucena Vilar; Bibi Cabral; Thélio Farias; José Mário Silva; Dr. João Amaral; Dr. Ranulfo Cardoso Júnior; Dr. Bruno Gaudêncio; Sarah e Yone Figueiredo.

Tão logo receba as listas referidas, estarei agradecendo à bondade de tantas pessoas maravilhosas.

AO MEU LEITOR

“A fé está na nossa vida bem mais do que supomos e inspira as nossas ações bem mais que imaginamos.” CHAPLIN

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