Fechar

logo

Fechar

Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 25 de abril de 2021 às 8:03

De Greimas a Durand, os conceitos de isotopia aparecem diversificados e não resolvem problemas teóricos. Daí, a isotopia, estando ligada aos processos da semantização, requer a observação dos percursos iterativos colhidos no próprio texto.

Entre forma e conteúdo, estarão os problemas de interpretação que o texto literário, indicando a necessidade de uma abordagem das estruturas recorrentes, possibilite métodos semiológicos, narrativos e pragmáticos destinados ou voltados para a hermenêutica.

Na perspectiva das isotopias – que não é o objetivo de nossas considerações – vários autores privilegiam a perversão como temática “sacralizante”. E de acordo com Baudrilland – em seus estudos em torno “da economia politica do signo” – (1972, p. 101) a perversidade é “crítica da negação”.

Em “A Literatura e o Mal” (1989, pp. 9-10), Gorges Bataille afirma que o mal tem valor soberano negando a moral e acolhendo a hipermoral. Entramos, pois, em teorias polêmicas, tais quais um ninho de abelhas…

Aliás, a perversão não é um modismo: está na tragédia grega e, muito especificamente, no “Decameron”, onde a paixão pode estar ligada ao desejo perverso.

A estrutura perversa é pluridimensional: seus signos podem conter o orgástico, o escândalo, o esquizofrênico, a dialética do bem versus mal e, sobretudo, a revolta: “escrever o que nesta terra de merda? Tudo que eu começo a escrever me parece um erro, como se estivesse fugindo do assunto. Que assunto? Merda! E quem disse que isso é responsabilidade minha? Por que não escrever um romance policial ou um balé revista infantil?”.

Tais respostas virão em nosso novo projeto crítico. Por enquanto, fiquemos com a realidade crua de Ivan Ângelo…

DA INSTANCIA INFANTILÓIDE…

Não pretendo cometer estudos infantis. Apenas uma narrativa sobre a visita de uma cara amiga. Ela vem a minha casa, desfigurada com uma consulta médica.

Quando a recepcionista começou a chamar os pacientes, ia dando preferência aos jovens e adultos. E minha amiga em silêncio de revolta.

Resumindo: a amiga foi a última a ser atendida, mas, com sutileza, perguntou ao médico se ali existia a lei da prioridade das prioridades. O médico respondeu que havia duas prioridades: uma aos portadores de dor (puro refrão…) e outra para idosos.

– “Olha, Betinha, não havia ninguém com cara de doente e eu, velhota, fui a última a ser atendida. Que me dizes?”

– Respondi-lhe que “dor e doentes” devem comparecer às emergências hospitalares, porém, seu silêncio foi um produto de ética e refinada educação. Fui!

DOS ABRAÇOS

É tão grande o meu desejo de conversar que me valho destes abraços como se estivesse com amigas e amigos. Estou abraçando Martha/Erminio Leite; Ivanetti Silveira; Maura Ramos; Magui/Paulinho Ribeiro; Mércia Gouveia; Diva Arcoverde; Rafael Holanda; Vaninha/Arquimedes Leal; Edna Figueiredo; Juraci Palhano; Fábio Costa; Teté de Castro Cardoso; Vereadora Maria Barbosa (minha eterna vereadora); Risoleta (esposa do saudoso Dr. Manuelito). Zélia Vasconcelos e Yete Cruz.

AO MEU LEITOR

O Carinho, a Força, a Fé! Aleluia!

Share this page to Telegram

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Mais colunas de Elizabeth Marinheiro
Elizabeth Marinheiro

[email protected]

Arquivo da Coluna

Arquivo 2018 Arquivo 2017 Arquivo 2016 Arquivo 2015

2018 - Paraiba Online - Todos os direitos reservados.

BeeCube