Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 11 de abril de 2021 às 8:00

Parece ontem! Inegavelmente a Memória é suporte da História. Daí a lembrança feliz do meu tio Belinho Figueiredo chegando a minha casa, a fim de pedir – aos meus pais – “minha mão” em casamento com meu inesquecível João Marinheiro.

Atualmente, somos uma comunidade de primos e primas. Destaco o primo Bento Figueiredo Neto completando, hoje, 50 anos de idade.

50 anos ao lado da querida esposa Ana Luiza.

50 anos de talento, integridade e bem querer.

50 anos de empreendedorismo na qualidade de Administrador de Empresas.

Sim, não podia ser diferente! Tu és neto de um homem sem duplicata: Bento Figueiredo com letras douradas.

E com essas virtudes, desejo-te uma existência pautada no amor, simplicidade e integridade.

Vida, Bento! Com as Bênçãos de Jesus-Páscoa!

Com o perfume das flores!

Cantos de passarinho!

Águas oceânicas fluindo e refluindo alegrias!

Êxito na tua profissão.

Orgulho-me, Bento, de ser tua prima e integrar nossa união comunitária. Enfim, abraço-te com um abraço dizendo que “Difícil, não raro, é fazer o fácil”: tu o dizes.

Minhas desculpas se cometi a facilidade…

Deus te abençoe. Hoje e sempre. Beijos carinhosos.

CRÔNICAS e POESIAS DE UM MÉDICO

As inúmeras vertentes da Crítica Literária serão sempre um desafio para quem se pretende – ou o é – Crítico. Ao contrário dos adeptos kantianos, a Crítica recusa Juízos de valor, nem é uma “camisa de força imposta ao objeto literário”, de acordo com Luiza Lobo.

Ao relermos “Crônicas e Poemas de um Médico”, cuja autoria é do médico João Amaral, enfatizamos uma microscopia incrustada em temática múltipla. Nestes casos, ao invés da investigação das estruturas, optamos por considerar a obra um rompimento de amarras, que anula o estilhaçamento da discursividade, pontuando a realidade colorida que emerge do autor-poeta e autor-cronista.

Bastaria convocar o poema “Desejo” (p.95) para perceber “Um sorriso, um agrado,/um jantar bem regado.”. Já em “Gratidão”(p.14) temos  a lição dos reis que não sabem dizer “obrigado”.

Do desejo à gratidão, do natal à oração, de “Coisas, de Campina Grande” (83) ao Aprendiz (p.96), de “Amancebados”(p.104) à “Amizade” (p.140) temos, realmente “a magia do abraço/pela gratificação do olhar”.

É este olhar a unidade básica dos deslocamentos das visões de João Amaral.

Olhar cultural e afetivo.

Olhar de Eros e Thanatos.

Olhar rapsódico.

Olhar de quem aprende com a experiência do viver.

Olhar viajante de um Médico.

Ao recusar as filigranas esteticistas, João Amaral larga o eruditismo e aterrissa nos atavios da Linguagem. Linguagem do coloquial e do memorial. E nesta aliança, crônicas e poesias trazem a fragmentariedade do nosso próprio tempo.

Esta obra, de influências culturais e afetivas, encontra sua unidade básica no olhar errante em sua procura infinita do sentido do Ser.

“Crônicas e Poesias de um Médico”: sublimação de ser o mesmo e ser o outro. Simbiose do Humano em comunhão com o poético!

DO STRASS CULTUADO POR LOURDINHA RAMALHO

  • Saborear chocolates de Lau Aguiar.
  • Sorver licores in Mônica Mangueira.
  • Viver “50 anos de nós juntas” com Teté de Castro Cardoso
  • Receber feirinhas saborosas do casal Vaninha/Arquimedes Leal
  • Vibrar com a “pontualidade” da Cida Pinto e Marizelda Soares.
  • Zombar de Célia Farias com seu computador se queimando. Cadê Ramon, Graciosa?…
  • Trocar o stress pelo strass.

E ao meu leitor, ofereço as pérolas lourdianas.

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