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Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 28 de fevereiro de 2021 às 7:35

Não sabe se são seis, sete ou oito. Há dias em que as horas não despertam o menor interes­se. Tres horas ou nove horas, tanto faz.

“Espia o mar” e não “vai viajar”. Vai ficar ali mesmo. Em contemplação oceânica, mas… pisando a areia firme. Ouvidos ao vento, solfejador de segredos. Braços abertos às ondas, portadoras de vitórias-régias. Recebe vitórias ma­rítimas… e… guarda-as em caixinhas de veludo vermelho.

Épico-líricas estas horas do ano em que os astros nos põem esteira brilhante! Crid está feliz. No mar e com o mar. Na terra e com a ter­ra. Crid está feliz. Com os ventos. Com as ondas.

No mar, não existem os cinco minutos mais longos da vida! Com o mar ela ratifica a valência de gigantes…

Na terra, joio e trigo podem coabitar juntos, sem possibilidades de contágio. Com a terra, ela aprende que nem sempre é preciso es­tar de olhos arregalados para escapar à voragem…

Crid escuta vento oceânico. Que sopra em direções múltiplas. Sopra só… O vento nela: chega e fala e canta. Chega em cheganças de duende… Fala sabenças inconfessáveis… Canta enternecidos cantos…

Vento mistério. Vento comédia. Vento acalanto/verânicos ventos. E Crid dormindo so­no acordado, embalada por ventos.

As ondas! como são translúcidas na agres­sividade. E verdadeiras na serenidade. Onda vio­lência x onda prudência. Onda, ondas. Hoje, amanhã. Ontem e sempre. Na grandeza do espa­ço, no infinito do tempo.

Crid andando na onda, abraçada às on­das, banhada de vida. Mar e oceano, vento e on­da fazem o fundo musical de sua alegria. Qual integrante de alguma equipe olímpica, ela parte para novas decifrações de códigos. Crid sabe que ouvir a natureza é tão válido quanto entender olhos e palavras…

Louvanças a estas horas do ano, em que Deus nos põe esteira brilhante. ELIZABETH MARINHEIRO.

DO INSÓLITO

O presidente da República e seus apoiadores desembarcaram no aeroporto local “desmascarados…” Certamente, as máscaras escondiam-lhes os desmandos. Uma cena insólita!

Além do desrespeito a sociedade campinense, uma afronta à Organização Mundial de Saúde.

Será verdade que “quem pode, pode e quem não pode se sacode”? Não concordo.

 Do jeito que as “coisas” vão é necessário revisitar MANUEL BANDEIRA:

            “Os cavalinhos correndo,

            E nós, cavalões, comendo…

            E em minhalma – anoitecendo!”(Obra completa. p. 239).

ABRAÇOS

Os abraços de hoje seguem, exclusivamente, para minhas ex-alunas(os): Cida Pinto, João Crisóstomo Pequeno, Célia Farias, Salete Cordeiro, Mª Eleonora Barreto, Guilmar Fernandes, Neuma Campina, Aurígena Maciel, Ranulfo Cardoso Júnior, Ednalva “Fanta”, Dilza Feitosa, Marlíne Lauritzen, Hianí Siqueira, Adilma Belo, Guia Mariano, Socorro Guedes, Marizeuda Soares e outros nomes que virão oportunamente.

AO MEU LEITOR

Procuremos ajudar o Presidente Erick Brito/FACMA acompanhando seus importantes Projetos, a exemplo da poetisa Thalyta Costa Vidal. Seremos gratas.

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