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Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 14 de fevereiro de 2021 às 18:00

Não acolhemos conceitos definitivos para a Crônica porque, sendo um gênero híbrido e atemporal, perdem-se no território das concepções estéticas e artesanais.

Nos cem textos do Cronista Dr. Rafael Holanda detectamos, de pronto, o discurso multímodo. O próprio título do livro, “Nossos Caminhos”, indicia o olhar de viajante que convoca a memória contrapodeando inúmeros sabores e aromas.

Em “O significado da vida” (p. 19) é evidente o sofrimento do ser humano. O olhar desloca-se para o contraditório vida versus morte (p. 27). Caminhando, caminhando, Dr. Rafael, ao contrário dos que olham sem ver, conota uma visão de mundo que parece rezar pelos sofredores. Velhos e descrentes, impulsionando a memória ora para o poético, ora para o cotidiano, tema mais recorrente.

Diante dos impasses existenciais ou conjunturais, o Autor ora em seu “O livro das orações” (p. 48), oscilando entre as “cicatrizes da intimidade” e o valor da família. (Percebe-se a dicção aconselhadora do Médico/Escritor).

Seria impossível para estas tessituras, um ensaio de longo folego e/ou citacional. Apraz-me confirmar que, sem a obsessão do novo, o olhar sertanejo comunga, paradoxalmente, memória e olhar que, intertextualizando-se na narrativa, produzem aquela visão de mundo dirigida ao coração, partilhando a alteridade.

NOVOS CAMINHOS: heterogeneidade do cronótipo e profilaxia social! 

ABRAÇOS

Solidão e saudade provocam-me o desejo de abraçar amigas e amigos. Os abraços de hoje vão para: Carminha Diniz, Jaci Cruz Lira, Argentina Brasileiro, Sinaida Branco, Martha Santos Leite, Arquimedes/Vaninha Leal, Berenice Lopes, Lucie Mayer Motta, Maysa Gadelha e Mônica Mangueira. Beijo para vocês.

 

BOAS LEITURAS

  • De Berilo Ramos Borba: A UNIVERSIDADE CONSOLIDADA.
  • De José de Farias Tavares: O PENSAMENTO JURÍDICO DE ARGEMIRO FIGUEIREDO
  • De Sergio de Castro Pinto: O LEITOR QUE ESCREVE
  • De José Joffly: ANAYDE BEIRIZ
  • De Ariano Suassuna: FERNANDO E ISAURA
  • De José Louzeiro: PRAÇA DAS DORES
  • De Lourent Binet: QUEM MATOU ROLAND BARTES?

BRINDE POÉTICO

Enquanto divulga-se a “morte” dos livros, revistas, periódicos o excelente Poeta José Edmilson Rodrigues segue, vitorioso, em frente. Dele, “OLHOS DA VIDA”:

“Não me olhem com outros olhos, 

me mirem com os mesmos

que ainda estão em vocês.

O futuro é bem próximo,

pertinho, pertinho.

O passado está ficando distante…

Mas as lembranças

ecoam nos dia de hoje.

O que amo é agora,

do que amei ficou o toque…

O lirismo da paixão

e sua agonia.

De tudo: a cor da vida é o sangue,

jorra em qualquer ser vivo,

não é azul: é encarnado,

e, às vezes apavora.

Porém, é a vida 

que circula, e a morte ronda há séculos.

Os olhos do tempo nos vêem e nos levam,

além da alma.

Os meus olhos, por vezes

estáticos e, por muitas, buliçosos,

continuam olhando a vida…

E o que amo, amo, e não se extingue.”

AO MEU LEITOR

Carinhos e amores.

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