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Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 7 de fevereiro de 2021 às 7:32

“Voltei ONLINE

foi a saudade

que me trouxe

pelos braços.

Vou ver Arimatea Sousa

tomar um guaraná

como Mário e Lourdinha Ramalho

e depois, cair no passo”……

 

È maravilhoso voltar a escrever. É como estivesse a conversar com minhas amigas, meus amigos e possíveis leitores, esquecendo os sonhos insólitos de Dr. Jivago…

Neste momento em que as vanguardas parecem desaparecer, vive-se a crise dos paradigmas. Teimosa que sou, transformei o cotidiano em meu paradigma, considerando-o um excelente produtor das subjetividades.

 Meu subjetivo não quer o Ser transformado em marketing, nem as ideias virando produtos para o consumo. O terror não está no discurso marginal e sim na arquitetura do escanda-lo.

Como escreveu Carlos D’Alga “Há máscaras para todas conveniências”. Não apenas máscaras de pandemia e sim máscaras do enganamento, da emulação, da inveja, do pseudo-amor, da “caridade política” e outros monstros.

Pois bem, ao invés de questionar este mundo novo, prefiro viver com as asas que cantam dentro e fora de mim. Não, aquelas asas do pássaro imaginário de Stravinsky. Cânticos do meu jardim. Do cotidiano abençoado por DEUS!

 

DA SAUDADE

Neste retorno quero homenagear a memória de queridas(os) amigas(os) que me deixaram triste.

– Fui sua amiga desde o tempo em que residia na antiga “Rua da Floresta” e lecionava no “Gigantão” da Prata. Elegantíssima no vestir e no tratar. Costumava fazer refeições em sua casa, juntamente com o Sr. Thiago e a Sra. Letícia, acrescentando-se a mana Marly. Momentos maravilhosos.

Falar sobre sua vida social e profissional cometeria um pleonasmo. Basta lembrar que se tornou uma das celebridades do Colégio Pedro II, por sua ética e competência.

Deus te abençoe, querida Mª do Céu Carvalho! A ti e a tua linda família!

– Campina ainda se ressente da passagem de seus brilhantes médicos: Roberto Pinto, que não fechou a “Clinica Roberto Pinto”, para o bem de Campina. Força e Fé, amiga Socorro.

Firmino Brasileiro, um grande Médico, destacando-se por sua alegria, trait d’esprit e eficácia científica. Força e Fé amiga Lígia!

Milton Medeiros, além de ternura para com seus clientes, possuía o idealismo que está desaparecendo da medicina contemporânea. Força e Fé, Malfisa!

Ainda sinto a ausência, no meu dia-a-dia, de grandes amigos, a exemplo de Dom Aldo Pagotto, com quem convivi.

De Dom Luis G. Fernandes, que me orientou durante vários anos, com as melhores Lições de Vida.

Do Governador Wilson Braga, um dos despojados beneméritos da FACMA, assim como sinto falta do querido Amigo Lula Cabral que, espontaneamente, retirou a FACMA das cinzas…

Do colega Iveralo Lucena, excelente gestor público, excelente Professor.

Se agora escuto a voz cantante de Pinto do Acordeon e Inaudete Amorim, apego-me à encantadora Obra Poética do imenso Marcos Tavares.

 

             POÉTICA

“Belo belo belo,

Tenho tudo quanto quero

… … … … … … … … … …

Não quero amar.

Não quero ser amado

Não quero combater.

Não quero ser soldado

– Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples.”

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