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Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 13 de dezembro de 2020 às 8:30

Recebi uma visita do intelectual ERICK BRITO, que me causou grande alegria. Erick, me parece, já retirou as “cinzas” que cobriam a FACMA, em seu próprio Centenário.

Já obteve, com seu idealismo e esforços, muitas melhorias em função do desenvolvimento da Instituição.

Entretanto, enfrenta vários problemas graves: o furto da mesa de luz do Teatro (por assalto), poucos funcionários, já que a FACMA não tem finalidades lucrativas e, sobretudo, a falta dos mais importantes documentos.

Daí meu apelo às ex-presidentes Hilma Loureiro, Célia Farias, Marizeuda Soares e, especialmente à Dra. Rossana Pinto, que me prometeu entregar a pasta principal dos documentos.

Quanto à mesa de luz entendo que um conjunto de amigas e amigos poderá se reunir com o objetivo de compra-la. Existem nomes que se destacam pelo apoio à Cultura e por Ações Sociais, a exemplo de Bibi Cabral; Laudicéia Aguiar; Lucie M. Motta; Arquimedes Leal e Empresas, a exemplo do Café São Braz; UNIMED; Padaria Cirne &; BRADESCO; a grande FACISA; Mônica Mangueira; ORTOTRAUMA; CARANGUEJO  e muitas outras empresas que se dedicam às Ações Sociais. Lembro, aqui, que a FACMA é registrada no Conselho Nacional de Serviço Social.

POÉTICA

Sempre é prazeroso reler Haroldo de Campos o escritor/tradutor. Ele que soube reciclar a alegoria da máquina do mundo, traz na obra “A máquina do mundo” uma rica intertextualização com poetas nacionais/internacionais, recorrendo ao diálogo poético.

Além de uma séria teoria sobre a Tradução, Haroldo provou que seu método requer pensar as línguas, a escrita literária, os símbolos e, sobretudo o Ser no mundo. Dai a validade dos seus temas históricos, a exemplo da tradução de textos Bíblicos.

 Em “Metalinguagem e outras Metas” o poetão faz originalíssima interpretação da obra “Liçao de Coisas”, mostrando influências de Ponge e Robbe-Grilleti, no momento em que Drummond defende a “anthropomorphisation des choses” (p.52) até porque o mineiro acolheu o poema como “objeto de palavras” ou seja: a coisa-palavra. Eis, portanto, onde residem o visual, a desarticulação, enfim, a linguagem reduzida, rigorosamente drummondiana.

Poesia-minuto. Poesia de menos desembarcando no Concretismo. O analógico etc.

DRUMMOND DE ANDRADE: um ideograma crítico!

Este livro, de um dos pioneiros Críticos a descobrir novas estruturas, merece repensadas leituras. É realmente “a arte no horizonte do provável”, isto é, pesquisar o signo novo, o não concluso e a surpresa, disse Haroldo em Campina Grande, ao falar sobre “Transblanco!”

 ABRAÇOS

Muito sinceros para Mônica Mangueira; Catarina e Amanda Amorim; Olguinha Amorim; Maysa Gadelha; Águida/Ninfa/Salete Matias; Aureni Macedo (minha índia); Tavinho Miranda; Alaide Muniz; Argentina Figueiredo; Ailton Elisirio; Cida Pinto; Alice Leite; Camila (ADEGA); Benira Pereira; Bebé Mesquita; Zui Souto.

AO MEU LEITOR.

 “Abença papai, abença mamãe.

Já te dei abença. Vai dormir. Não tenho

sono bastante para cochilar.

Espera quetinho que o resto vem.

Vou contar estrela. Não, Conto passarinho

que já tive ou tenho ou terei um dia” CARLOS D. DE ANDRADE (in “Obra Completa”. p.612).

Ah, meu leitor (a), estou ouvindo a sinfonia de pássaros no meu jardim. Que sono bom!

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