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Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 1 de novembro de 2020 às 7:50

Amanhã Dia de Finados e a pandemia fortalecendo os poderosos e desnutrindo outras classes sociais.

Enquanto se anuncia que todos os hospitais desocuparam os leitos destinados ao VÍRUS, minha amiga disse-me que sua vizinha foi visitar seu esposo na Clínica Santa Clara e apresentou-lhe a seguinte verdade:

“Cheguei lá e o meu esposo, embora muito doente, era o que se encontrava com pouca melhora, pois nos inúmeros leitos ocupados pelos “coronados” encontravam-se doentes piores que seu marido”.

Com Boris Cazoy repito: “isso é uma VERGONHA”!

Nada mais nocivo que as mentiras públicas. O tal do “fake news” tornou-se vigente no território campinense.

Eis o modismo da atual momento…

FINADOS

Se os cemitérios estão dominados pela falta de higienização, transformados em celeiro de ratos, baratas e outros bichos perigosos (cobras, inclusive), de acordo com sérios depoimentos de gente séria, é impossível uma visita aos nossos falecidos.

Claro que lá estão apenas a matéria, até porque os ESPÍRITOS partiram para o Infinito.

Pessoalmente, nunca deixei de acolher a Tradição. Lamento demais não encontrar funcionários para lavar túmulos dos meus familiares, como fazia todos os anos.

E, em seguida, fazer minha visita, levando as flores da memória e rezando meu terço. Estou triste!

MINHA ELEGIA

“Amanhã que é dia dos mortos

Vai ao cemitério. Vai

E procura entre as sepulturas

A sepultura de meu pai.

Leve três rosas bem bonitas.

Ajoelha e reza uma oração.

Não pelo pai, mas pelo filho:

O filho tem mais precisão.

O que resta de mim na vida

É a amargura do que sofri.

Pois nada quero, nada espero

E em verdade estou morto ali.” (in “Poema de Finados”, p. 223, Obra Completa).

RESPOSTA

Não me é dado o direito de ir lá

Não posso procurar

as sepulturas dos meus pais

nem dos meus irmãos

nem dos meus familiares e amigos

nem de meu inesquecível filho!

Aqui, do meu lar

estarei sempre rezando a oração

e enviando as mais lindas rosas

do meu coração

Cultuando a Esperança

Recuso, BANDEIRA, “as amarguras que sofri”.

AO MEU LEITOR

Cultivemos a Fé em Deus

peçamo-LHE a morte da pandemia.

Cultivemos as rosas da lealdade,

da solidariedade, do carinho.

Cultivemos, todos os dias

o Terço do querer bem.

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