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Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 25 de outubro de 2020 às 8:00

Terminando 2020!

Nada melhorou

até os verdes padecem

secam as plantas

secam as pessoas

porque secura conota

o pranto e a indignação.

Pranto pelas perdas

de tantas amigas, tantos amigos.

Indignação com tantas pedras

“no meio do caminho”.

E a pedra está em muitos espaços…

Você, caro leitor, deve saber

a espécie de cada pedra…

Poderá encontrá-la no caráter,

na inveja, da hipocrisia, na falta de caridade e

na falta de solidariedade

Mas, das pedras

nascem flores espinhos.

Prefiro encantar-me

com as flores.

Elas ratificam

minha esperança

perfumam meu lar

dedicam-me uma natureza esplêndida

e me conduz ao agradecimento a DEUS

por minha vida, da família

das amigas e dos amigos.

Faz-me até celebrar a data

que “poderia ter sido

e não foi”.

Por tudo, louvores a JESUS Misericordioso!

 

EXPLICAÇÃO

Meu confiteor: não sei ler as mensagens que aportam em meu celular. Portanto, gostaria não fossem postas no celular e sim na secretária eletrônica, de onde posso, com muito prazer, responder a todas as mensagens. Obrigada pela compreensão.

 

I SECCIONAL PEN DA PARAÍBA

Vai 2020 terminando e não se tem mais nenhuma condição de preparar as reuniões públicas-presenciais.

É nossa maior frustração!

Mas, temos esperança de que na última segunda-feira de março/2021 estaremos homenageando à MULHER campinense, se Deus quiser. Ele há de querer!

 

CONCEIÇÃO ARAÚJO

A Secretária da I Seccional PEN da Paraíba, Escritora Conceição Araújo é respeitável conhecedora da obra bandeiriana. Sabe ela que um tema recorrente em Bandeira é a rosa, a exemplo de “Enquanto morrem as rosas”. “A Rosa”, “O exemplo da rosas” etc.

Entretanto, muito recentemente, ela me premiou com um poema desconhecido por mim. Eí-lo:

EU VI UMA ROSA

 

Eu vi uma rosa

         – Uma rosa branca –

         Sozinha no galho.

         No galho? Sozinha

         No jardim, na rua

         Sozinha no mundo.

         Em torno, no entanto,

         Ao sol de meio-dia,

         Toda a natureza

         Em formas e cores

                   E sons esplendia.

         Tudo isso era excesso.

         A graça essencial,

         Mistério inefável

         – Sobrenatural –

         Da vida e do mundo,

         Estava ali na rosa

         Sozinha no galho.

         Sozinha no tempo.

         Tão pura e modesta,

         Tão perto do chão

         Tão longe na glória

         Da mística altura,

         Dir-se-ia que ouvisse

         Do arcanjo invisível

         As palavras santas

         De outra Anunciação.

 

Gracinha! Eu pedi o poema da Conceição e ela envia de BANDEIRA. Conceição rima com o Poeta Genial.

 

AO MEU LEITOR

Envio-te todas as rosas bandeirianas.

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