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Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 4 de outubro de 2020 às 8:00

“Minha jangada vai sair pro mar”.

Não vou trabalhar e sim sonhar.

Porque “quando o mar quebrar na praia”

é perigoso mas “é bonito, é bonito”

Tão bonito que a gente não pensa

em peixe, em baleia, em tubarão.

Minha jangada vai cheia

de beijos e abraços.

Na terra, beijos e abraços produzem pandemias.

Da minha jangada contemplo o céu

bem pertinho de mim

e escuto estrelas falando comigo

é quando faço das ondas

bolinhas de interação.

“É bonito, é bonito”

Não quero voltar

o mar é também um porto

onde se ancora

“Copacabana, o mar sou eu”

o mar não é de ninguém

nem “de los marineiros que

besam y se van…”

Deixo meu oceano imaginativo

e volto a minha varanda

onde já não posso encontrar a rua, as pessoas.

Sento-me ao sol.

Czar juntinho de mim

não me deixa um minuto

é meu “malinha” querido.

No meu jardim a mãe-pássaro

choca seus vizinhos, beleza

e os bem-te-vis entoam

sinfonias que me deleitam.

Vaninha/Arquimedes chegam-me

com ótimos bolos, delicia.

Salete Carolino é doçura

Olguinha Amorim é flor

Se a teoria Literária está debilitada?

Jamais.

“Berloque”, cachorrinho de Jorge Amado

revive abandonado nas vias campinenses (C.A.)

“Monseigneur” é metáfora dos imigrantes atuais (Dona Flor).

Erick Brito e Marly Gonçalves são a “estrela da tarde” na FACMA.

Leda Arruda Figueiredo surpreende com fidalguia.

E minha prima Sarah Figueiredo emociona-me

com alvas orquídeas.

Celso Cunha e a lírica medieval

Guilhermino Cesar deixou o “Barroco” perenizado

Sinaida Branco tem a cor das violetas

Laudicéia Aguiar comanda a eternidade de Suellen Carolini.

Célia Farias é a modelo de Isabella Capetto.

Se a Teoria Literária “morreu”?

Que pipoca! As obras de Eduardo Portella, César Leal,

Jacinto Prado Coelho, Wellington Pereira, Câmara Cascudo,

Andrée Crabbé Rocha, Vitorino Nemésio, Massaud Moisés,

Nelly Novaes Coelho, Fábio Lucas, Virginius da Gama e Mello, Juarês   Batista e muitos outros Teóricos/Críticos são lições para gerações e mais

gerações. E, atualmente, a Teoria está bombando na Paraíba!

Arquimedes Leal não gosta da “Alaíde” de Nelson Rodrigues

Bibi Cabral profere Voltaire.

Vera Lucena só veste importados.

Mônica Mangueira lembra-me “As Meninas” de Lygia Fagundes Teles.

Lucie Mayer Motta é capítulo histórico

em minha vida.

Lamirzynho, sinto-o filho afetivo

Bêri Pedrosa e Lourdinha Ramalho conotam brilhante e pérola.

E por tudo, rendo louvores a DEUS.

 

AO MEU LEITOR.

 

Este cronótipo, tecido com carinho e estima, dedico as minhas queridas filhas Lizanka e Tulenka e à querida mana Termuthis.

“A vida é bela para quem sabe torná-la assim”. JOÃO AGRIPINO FILHO.

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