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Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 30 de agosto de 2020 às 8:58

Ah que saudades tenho, da aurora de minha vida”. Conhecemo-nos na dourada adolescência. Após a missa das nove horas, na Matriz da Conceição, saíamos passeando. Ela morava na “Bento Viana”, o que não impedia caminhar até a rua “João Tavares”, movidas pela curiosidade de conhecer a construção do famoso SILVEIRA DANTAS, a primeira mansão desta cidade.

Eu tinha nove anos e ela, oito. Na sequência, nasceria sólida amizade: atrevessamos o tempo e consolidada até hoje. Nenhuma divergência!

Após a mudança dos seus pais para a rua “João Alves de Oliveira” ficamos mais próximas, pois eu morava na rua “João da Mata”. Outra época! Tranquilidade! Eu pra casa dela e ela pra minha casa. Caminhávamos a pé. Assaltos? Nem a palavra existia.

Costumeiramente, passava tardes e mais tardes em sua casa. Dr. Inácio, médico-intelectual, com quem gostava de aprender. Dona Armele, uma senhora linda, simpática, ótimo humor. Inclusive, ensinou-me uma Oração que eu devia fazer todas as vezes que fosse viajar; até hoje, faço essa oração. “Tia Cinta”, a rigorosa; Eliane, a bela e com figurinos derni cri; Ramanita, a guria com quem pintei algumas travessuras; e com os irmãos, a família de minha amiga era unidíssima.

Somos, eu/ela, diplomadas em datilografia pela Profa. Nena Barreto. E de “tilografia”, nada sabemos. Alguns namoricos… Certo é que ela se casou e foi residir – me parece – para perto do “São José” ou Prata. Como minha amiga costurava muito bem, resolvi fazer curso de costura com a Sra. Zilda Ramos; a primeira saia que fiz ficou toda “torta”. Corri para casa dela, de quem aguentei as gargalhadas; mas a amiga deixou minha saia um brinco.

Quando me casei teria que deixar uma ou um substituto, pois estaria de Licença do Colégio Estadual da Prata. Convidei-a, e ela, meio chata, resistia um pouco. Com o estimulo do gênio Dr. Inácio, a amiga resolveu aceitar. Passei-lhe o programa e as devidas sugestões. Terminada a licença, retornei as aulas e consegui um contrato pra ela (ainda não havia concursos). Então ficamos colegas/amigas no “Gingatão”.

Ao ser aprovada pela Universidade Federal da Paraíba, fui chamada pelo insuperável Reitor Linaldo C. de Albuquerque a fim de fundar um Núcleo de Letras/UFPB, até porque o Campus II de Campina não contava com um Departamento de Letras. Adorei o convite pois deixava de viajar duas vezes, por semana, para João Pessoa.

Comecei a instalar o Núcleo. Trabalho e responsabilidade. O Núcleo foi denominado NÚCLEO DE ESTUDOS LINGUÍSTICOS E LITERÁRIOS/NELL e sua sede ficou na rua “João da Mata”. Comecei a formar minha equipe. A primeira convocada foi essa amiga. Na sequência outras(os) amigas(os): Salete Carolino, Celina Pereira, Elúsia Soares, Ruy Everson Guedes Leão, João Batista dos Santos, Ricardo Soares etc. (não lembro dos outros colegas).

Com todos os colegas fomos Organizadores dos Congresso Literários, nacionais/internacionais de Campina Grande. Onde andam eles?… Quando fui transferida para o MEC, a equipe passou para o Departamento de Letras/Campus II, já existente.

Mesmo assim, eu e ela permanecemos amigas. Até na dor somos semelhantes… Ela é reclusa, rigorosamente sincera e sempre elegante. Conto com seu decisivo apoio em todas as minhas necessidades pessoais e profissionais. Tenho duas irmãs: ela e Termuthis. Graças a Deus. Uma das raivas que tenho da tal pandemônia: não ir lanchar com minha querida manamiga.

LUCIE MAYER MOTTA: integridade absoluta, sim-sim, não-não, esposa dedicada, mãe devota, avó maravilhosa e, sobretudo, a “maezona” do meu amado Lamirzynho.

CRÍTICA LITERÁRIA

Não raro, a Crítica na Paraíba é cometida por encomenda, interesse ou bajulação. Há inúmeros exemplos. Um deles remete para o Jurista/Poeta FIGUEIREDO AGRA, vítima do esquecimento. Julga-se o cidadão e “condena-se” sua obra, traduzida em três idiomas e consagrada pelos gênios João Cabral de Melo Neto e Jorge Amado.

Mas, sempre aparece uma luz no seio da Crítica paraibana. É a voz do Professor/Crítico JOÃO TRINDADE, com um substantivo estudo sobre o campinense Jurista/Poeta. Neste 2020 foi a maior emoção que tive. Daquelas emoções que a gente não sabe descrever.

Brevemente transcreverei o texto do Crítico João Trindade, o qual aparece com um Poema do Poeta esquecido.

Não julgueis para não serdes julgados”.

ABRAÇOS.

Vão do coração para o Empresário em computação, Ramon; para a matriarca Estelita Cardoso; Vaninha/Arquimedes Leal; Jacy Cruz; Papaizinho Borges da Fonseca; Lucienne Pinheiro (Clipsi); Marigene(Pro-Médica) e para o Senhor Médico Dr. Aurélio Ventura Filho.

AO MEU LEITOR

Quem não gosta ou não entende de Crítica basta ler o novo livro do genial SÉRGIO DE CASTRO PINTO: “O Leitor que escreve”.

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