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Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 16 de agosto de 2020 às 8:00

Hoje meu objetivo seria traçar o perfil de uma excelente amiga (M.G.). Entretanto, fui acometida de uma melancólica recordação: os “CONGRESSOS DE CAMPINA”, os quais desapareceram – me parece – da Prefeitura de Campina, pois possuíam o timbre de Lei e/ou Decreto Lei (não entendo do Direito) Nº 1000 ou 1001, assinado pelo Prefeito Enivaldo Ribeiro e ratificado pelo Prefeito Cássio Cunha Lima.

E por que esta recordação? Porque era no mês de agosto que ocorriam os preparativos finais dos Congressos, que se realizavam em setembro. Choviam pedidos de inscrição, vindos de todo o Brasil. Numa pequena saleta da Faculdade de Direito, sem telefone, sem computador, sem nenhuma tecnologia, Lucie Mayer Motta, Zélia Ponciano, Sheila Silveira, Ruy E. Leão e eu corríamos, corríamos, corríamos…

Com tal recordação, resolvi transcrever o artigo abaixo já que é super-atual.

 “Aí por meados de julho, estranhei que o convite estivesse demorando. Entra agosto e o convite não chega. Então leio um artigo de Elizabeth Marinheiro, num tom de magoado protesto, informando “que este ano possivelmente não haverá os Congressos de Campina” E mais adiante acrescenta o autor: ”E os Congressos não vão florescer neste setembro, pelo que entendi, por falta de jardinagem oficial. Para ficar ainda na metáfora, digamos que ninguém está regando a idéia, ninguém está implementando as inúmeras tarefas necessárias à realização de um evento que, tendo crescido muito e sendo um dos poucos do gênero no Brasil, desafia a capacidade e o esforço dos seus organizadores. Pelo que representa para a cidade, pelo que significa para a comunidade cientifica e artística internacional, os Congressos são já um patrimônio de Campina Grande. Como tal, deveriam ser preocupação e interesse de toda  a comunidade campinense – nela ressaltando-se, obviamente, os governantes, os artistas,  os intelectuais e todos os que têm algum apetite pelo saber” E mais adiante: “Ainda é tempo de impedir que, por ressentimento ou descaso, os Congressos deixem de acontecer. Para que voltem à vida basta uma fagulha do entusiasmo, uma fração mínima das doações que se destinam, por exemplo, a uma Micarande. Não se deseja o maior Congresso do mundo; sempre laborando em condições humildes, os intelectuais sabem que não podem aspirar a esses luxos. Querem apenas um evento compatível com a seriedade e o respeito que o vêm distinguindo, ao longo do tempo, perante escritores, artistas e pesquisadores de todo o mundo. Em tempos de mediocrização do gosto e globalização alienante, seria triste perder também isso”. Jornalista e Professor da Univ. Federal da Paraíba, FRANCISCO VIANA(UFPB, João Pessoa – PB; in acervo pessoal, com grifos nossos).

O SOFRIMENTO ANIMAL

Um dos traficantes, com sua “cara de pau”, disse publicamente, ao repórter: “passei 17 anos na cadeia e quando me soltei, continuo no tráfico de animais”. Que absurdo, meu Deus!

O programa “Fantástico” (que nada tem de fantástico) exibiu a imoral metodologia dos traficantes. O que foi entrevistado falou sobre os caçadores, regiamente pagos por eles, e como se não bastasse verbalizou a tortura sofrida pelos infelizes animais brasileiros. Citou o exemplo de uma Preguiça: após ser capturada, foi colocada numa caixa e posta na mala do seu carro; ao chegar à casa do bandido comprador, a mísera Preguiça estava morta.

Continua o tráfico danoso dos animais brasileiros, sendo torturados, passando fome, ora em cativeiros, ora vendidos por “milhões” aos demais bandidos de uma terra “deitada eternamente”.

A Fauna e a Flora nacionais estão morrendo. “Que país é este?”. SÓ DEUS.

Tomada de compaixão e revolta, tive calafrios, chorei e não dormi à noite.

AO MEU LEITOR.

Peçamos aos governantes uma vigilância forte, permanente e eficaz em favor dos animais.

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