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Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 9 de agosto de 2020 às 8:28

  • Além da “pandemônia” que debilita o mundo inteiro, a “NASA” continua suas experiências maléficas contra o planeta TERRA…

Pior que isso é o desaparecimento de amigos que contribuíram, significativamente, com o desenvolvimento paraibano.

Refiro-me, de pronto, à passagem do Prof. Dr, CÍCERO AUGUSTINHO, homem culto, amante da Educação, latinista respeitado. Muitas vezes tirava minhas dúvidas, sobre qualquer assunto, quando tinha o prazer de encontrá-lo no salão de Josemar. Férteis encontros.

Com sua devota esposa Lourdinha, formou uma família unida, alicerçada na Ética, na Espiritualidade, na Cultura.

Tendo sido um dos fundadores da FURNe, foi também seu Professor e jamais abandonou seu ideário pedagógico. A pós-modernidade está banindo docentes do nível do Prof. Cícero Augustinho.

Sentirei sua falta e ficarei com sua alegria e seus exemplos de solidariedade.

  • Outra perda irreparável: DR. MANUELITO, o Advogado.

Seu conhecimento jurídico era uma segurança para todos os seus Constituintes, os quais não lhes negava elogios. Méritos os tinha para recebê-los.

Também tive a felicidade de tê-lo como advogado. Senti de perto sua simplicidade, seu despojamento e seu permanente interesse por minhas causas judiciais. E como se não bastasse, não raro, vinha me atender em minha própria casa. Com DEUS e com o “loiro” MANUELITO venci todas as causas.

Hoje falei, por telefone, com sua esposa, a amiga Risoleta, dizendo-lhe de minha saudade e de minha admiração por seu ilustre/querido esposo.

  • O Armorial. A biblioteca. As fotos. A paisagem típica do romanceiro nordestino!

Uma preciosa coletânea de bodes de raça eram a paixão de ARIANO e MANUELITO DANTAS VILAR: primos legítimos. Legitimidade que os unia à mítica Taperoá, que aguardava um “Quinto Império” e/ou a volta de D. Sebastião “em seu cavalo branco”.

Porém há outro tipo de império, metáfora do amor de ambos. Chora Suetônio Vilar! Choram os bodes “Herculano” e “Castilho”. Chora a cidade inteira. Chora o Brasil!

  • Meu Deus, chamastes igualmente a ímpar Educadora CREMILDE PEREIRA, a quem a Paraíba deve importantes conteúdos nas áreas da Cultura geral.

Companheira/Secretária do Prof, Dr. AFONSO PEREIRA, ex-Presidente da Academia Paraibana de Letras, em sua fase áurea, Profa. Cremilda deixa sua própria obra. Jamais seria a “mulher sombra do marido”… Espera-se, portanto, que sua filha ANA FLAVIA possa continuar as pesquisas do casal diamantário, a fim de que a Paraíba possamos ter melhor acesso ao verdadeiro Conhecimento, neste tempo de perigosa banalização da Literatura e das Ciências.

Que a Misericórdia Divina cenceda-lhes a LUZ que não se apaga!

AO MEU LEITOR

Em mim, agora, mais silêncio.

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