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Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 14 de junho de 2020 às 8:18

Centenário! Ela completaria neste 2020 cem anos de idade.

 Pequena estatura, riso permanente nos lábios, voz mansa.

 Verdadeira devota da Enfermagem. Com seu uniforme alvíssimo, torado no linho branco, deixava seu perfume por onde passava.

 Mais perfumada era a Ética que regia sua profissão, atendendo probres e ricos com igual dedicação.

 Esta senhora será, sempre, para mim MÃE HILDA, tal era o carinho que me dispensava e a dedicação/competência com que realizava os partos (em casa) de minha inesquecível Mãe, Dona Marié. Que mãe, Deus me concedeu!

 Mãe Hilda não faltava à mamãe; bastava sentir algo diferente, chamava Mãe Hilda e ela, imediatamente, se encontrava confortando minha nervosa mãe.

 Era Enfermeira com atuação de Médica, pois dominava a Ginecologia. Juntamente com Otaciana (Tatá) formavam uma dupla incomum.

 Será que ainda existem enfermeiras como Mãe Hilda?,,,

 Deixou uma imensa e unida família, porque seu ideal era a união, a solidariedade, o bom profissionalismo e o amor. Aliás, seu amor pelo outro envolvia inúmeros componentes.

 Hoje, Mãe Hilda está dando injeções em São Pedro e sendo aplaudida por Miguel, Rafael e Gabriel, sob as bençãos de DEUS.

 MÃE HILDA: Coração e Profissão. Uma metáfora da seriedade.

 JUNHO: Centenário de um emblema campinense!

 NOVA POESIA

 Por intermédio de Milton, Mário e da própria autora, recebi textos poéticos que me surpreenderam. Surpresa por partirem de uma brilhante Ensaísta. Eu, a exemplo, sou Ensaísta provinciana e nunca consegui elaborar um verso. Mas, as Musas foram ao encontro da Profa. ÂNGELA BEZERRA DE CASTRO e lhe proporcionaram a devida inspiração.

 Encantada, transcrevo dois dos Poemas que me foram enviados por WhatsApp:

        “MUTILAÇÃO

Onde estão meus olhos

que teus olhos descobriram?

No teu olhar

que não alcanço mais

E minha boca em que

decifraste

o saber e o sabor indistintos?

Nos teus lábios

que não sinto mais

Pedaços de mim

se foram contigo

Pra sempre”

II

“VERSO/REVERSO

Marcas

de um outro

amor

em teu corpo

Garras

                                            de uma velha dor                                

dor em meu peito” ÂNGELA B. DE CASTRO (in WhatsApp).

 Embora esta minha Escrita dominical não seja destinada à Crítica Literária, não posso evitar algumas palavras sobre a nova poesia paraibana, tão pobre, atualmente, em Literariedade.

 A construção poética de Ângela, ancorada no minimalismo lírico, trás o desencanto de Cecília Meireles em poucos textos. Tem-se um subjetivismo que, escapando da mesmice romântica, incorpora enunciados que se transformam ou se desdobram em atos transcendentes.

 Ao invés de um suposto confiteor, acolho os Poemas como aquele legível enganador que esconde os enigmas da condição humana.

 O eu que fala nega a paternidade do narrador, lançando um olhar para dentro, que penaliza o efeito do real. Daí, uma miragem, cujas partidas e regressos não se conhecem.

 extos, como diria Barthes, estelados e estilhaçados.

 Esteticamente, Ângela!

SOLIDÃO

Nesta solidão pandemônica, minha vontade é receber amigas e amigos. Abraçar Aurinha B. da Fonseca, Sr. Marly Gonçalves, Giovanna S. Leal, Lourdinha Ramalho, Estelita Cardoso, Argentina Figueiredo, Rosa Gabínio, Vanda e Yara Figueiredo, Luciano Maracajá, Teócrito Maciel, Bêri Pedrosa, Zuí Souto, Lau Aguiar, Mirthinha Vital Almeida, Zélia Vasconcelos, Doíta/Monice Agra e tantas(os) outras(os).

AO MEU LEITOR

“Sabendo ouvir sua mente você se voltará para a fé e para a devoção. Você poderá cultivar a alegria em seu íntimo e conseguirá manter o equilíbrio de sua mente”. DALAILAMA(p. 69)

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