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Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 7 de junho de 2020 às 7:16

Estava triste. Sinto muita falta do conviver. Em que pesem os telefonemas trocados entre amigas e amigos, nada melhor que os “papos” pessoais.

Entretanto, hoje, ao usar o “ZAP”(hábito que não tenho) tive uma bela surpresa: ouvi o “Tema de Lara”, canção que me traz inúmeras lembranças. Só poderia mesmo partir do refinado gosto do Jornalista Arimatéa Sousa. E que gosto!

Há muito tempo li o “Doutor Jivago”. Já nem recordo sua diégese; apenas que se trata de um tratado contra o regime russo, ancorado nos insólitos desejos do protagonista no século XX. Em verdade Bóris Pasternak, com sua ideologia politica, defendia, firmemente, a democracia. Daí as múltiplas perseguições sofridas por obra e autor.

Mas, o que me arrancou lágrimas foi a lembrança do meu amado filho MARINHEIRINHO… Ele solfejava o “Tema de Lara”, uma das músicas de sua preferência.

Perguntei-lhe: porque você gosta tanto dessa música?

        – “Por que ela lembra a Perestroika”

        – Você entende desse assunto meu filho?

        – “Não. Vou estudá-lo. Mas, já sei que foi uma revolução idealizada por Gorbatchov para mudar a Economia da União Soviética. Vou falar também com tio Toninho”.

Quando Marinheirinho falou em “Tio Toninho”, eu mudei de assunto pois o ignorante, em Rússia, era eu mesma…

ARIANO SUASSUNA

Gostaria que as universidades paraibanas adotassem as duas últimas obras do imenso Escritor Ariano Suassuna: “Romance de Dom Pantero no Palco dos Pecadores”, em dois volumes.

Mais um extraordinário trabalho do Gênio paraibano.

E para honra nossa – Ângela Bezerra e eu – somos personagens nas páginas 541-562-564-572-600-603 e 612, da edição comercial, pois há outra edição.

AMBIENTE DE LEITURA CARLOS ROMERO

Foi nesse ambiente de alto nível que surgiu a poesia da Escritora Ângela Bezerra de Castro. Deficiente no “ZAP”, não consegui captar seus poemas.

Orgulho-me transcrever este texto: “A bela e surpreendente poesia de Ângela B. De Castro, inédita ao mundo da Literatura e revelada com exclusividade no Ambiente de Leitura Carlos Romero contínua explodindo em notável repercussão

Hoje foi a foi a vez de Gonzaga Rodrigues se pronunciar com todo o seu talento sobre a grande mestra.”

GONZAGA RODRIGUES

Caro colega Gonzaga: por gentileza, mande para meu face (ou e-mail que você consegue na APL) um dos poemas de Ângela, já que desejo transcrever em minha coluna dominical TESSITURAS. Sou-lhe gratíssima. Forte abraço.

AO MEU LEITOR

Procure ler o Ensaio do Prof. Dr. Pedro Duarte de Andrade com o título “A natureza inumana e o virusin https://youtu.be/3-5Uqp1D0nQ. Riquíssimo Ensaio. Muito sério.

POÉTICA

“Soam vãos, dolorido epicurista,

Os versos teus, que a minha dor despreza

Já tive a alma sem descrença presa

Dêsse teu sonho, que perturba a vista.

 

Da Perfeição segui em vã conquista,

Mas vi depressa, já sem a alma acesa,

Que a própria idéia em nós dessa beleza

Um infinito de nós mesmos dista.

 

Nem à nossa alma definir podemos

 A Perfeição em cuja estrada a vida,

Achando-a intérmina, a chorar perdemos.

 

O mar tem fim, o céu talvez o tenha,

Mas não a ânsia de Cousa indefinida

Que o ser indefinida faz tamanha.”  FERNANDO PESSOA(in Obra completa, p. 103).

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