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Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 17 de maio de 2020 às 8:23

A Fundação Artístico-Cultural Manuel Bandeira/FACMA, “desconhecida” de alguns campinenses, está completando 50 anos de resistência. Sem dúvida, uma Cinquentenária que contou com ótimas e péssimas presidentes. Porém, como aquela que a deixou, ilegalmente , em março de 2019, jamais houve fato igual. Largando-a “ao deus dará”, a ex-presidente desrespeitou o Estatuto da FACMA e causou prejuízos matériais inenarráveis.

A FACMA, tendo atravessado o Atlântico, é a mais antiga Instituição Artístico-Cultural de Campina Grande. Já mereceu elogios dos Jornais de Lisboa e Madrid; dos Escritores Jacinto Prado Coelho, Fernando Cristovão Oliveira Martins, Salvato Trigo, Ilmênio de Sampaio Baptista, José Américo de Almeida, Evaldo Gonçalves, Virginius da Gama e Melo, Jorge Amado e outros que aplaudiram suas apresentações no Brasil e em ambas as capitais do Velho Mundo, com o decisivo apoio do consagrado João Cabral de Melo Neto.

Apresentou-se em vários espaços do Rio de Janeiro, inclusive na Academia Brasileira de Letras, da qual se tem registros de inúmeros Imortais. Apresentou-se no programa de Bibi Ferreira/TV Tupi e no Museu da Imagem e do Som/Ricardo Cravo Albin.

Percorreu quase todo o Brasil com seus Corais Falados; seu Grupo Cênico (que foi Honoris Causa do Festival de Arcozelo-RJ, coordenado por Pascoal Carlos Magno); seu FACMADRIGAL/Maestro Antonio Guimarães; seu MB-C (música popular); FACMABALLET/ Maria Antonia Pimentel e Ana Estelita Cruz e seu Coral Elizabeth Marinheiro, arte infantil, chamado por sua dirigente, Lourdes Coelho, “as netinhas de Dona Betinha”. Isto sem aludir aos Projetos Sociais, desenvolvidos no Bairro Catolé pela Idealista ESTELITA DE CASTRO CARDOSO.

Mas, isto ainda é pouco… Quem quiser saber melhor procure ler A UNIÃO de 07/05/2020, p. 10, que me foi enviada pela característica fidalguia da Profa. Salete Carolino.

Sob o título “Uma jovialíssima cinquentona” surge um novel Historiador campinense: JOSÉ MÁRIO SILVA BRANCO.

Despindo-se de sua Competência de Crítico Literário, José Mário levantou um perfeito histórico da FACMA. Dissecou-a com isenção e justiça. Escreveu aquilo que nunca foi escrito.

O artigo josemariano encanta não só pela História, mas também pela semântica coerente e precisa. Vocabulário colóquio-erudito Estilo substantivo. Sintaxe  perfeita. São tantos seus méritos estilisticos que, no meu caso, preferi sonhar com “As Armas e os Barões Assinalados”

                Sonhei com “Lasciati ogni speranza, voi q’entrati”

                Sonhei com “Quero é poder sentir a delícia das coisas mais simples.”.

                Sonhei com “Eu não tinha este retrato de hoje

                Sonhei com “Se eu me chamasse Raimundo, seria uma rima e não uma solução.”

                Senti “Que faz escuro, mas eu canto”.

                Constatei “que do arroz, só se sabe o preço”.

                Vi “essa negra Fulô, essa negra Fulô”

                Vi o “Brasi caboco” de Clóvis de Melo.

Chorei com Virgulino ordenando “Volta Seca, solte os presos/que o mundo já é prisão”.

Vibrei com Maiakovsky: “Resolvendo/a merda fóssil/de agora,/perscrutando/estes dias escuros,/talvez/perguntareis/por mim”.

Tomei-me de compaixão: “Meu destino foi traçado/nas antessalas de um rei;/logo vassalos e bruxas/balançaram os seus dados/e em negros caldeirões/a sorte me aferventaram”.

Desejei que “Esta terra em que estás/com palmos medida/é aterra/que querias ver dividida”.

O texto de Mário mergulhou-me no universo do mágico. Da plêiade de cantrizes alquímicas, que já não mais tenho. Sentir saudade do passado é tê-lo como indispensável ingrediente da História.

O texto de Mário proporcionou aos sábios a tridimensionalidade do tempo: o ontem é o hoje presente no futuro de amanhã.

O texto de Mário detona o renascer iluminado da FACMA jovialíssima.

O texto de Mário mata as picadas de qualquer cirurgia…

O texto de Mário não remete ao fantástico todoroviano e sim à realidade de uma visão cósmica.

Desaparece o sol. Surgem estrelas anunciando uma aurora vermelha e branca.

JOSÉ MÁRIO SILVA BRANCO – o Historiador da Esperança!

 ABRAÇOS.

Para toda a família Silva Branco; para Zenilda Dantas; Lamir Motta Filho; Roberto Figueiredo; Rejane Vasconcelos; Thélio Farias; José Ricardo Porto, Graça Figueiredo; Lau Aguiar; Vera Maia; Leda A. Figueiredo; Jaci Cruz; Zélia Vasconcelos e Almira Araújo.

AO MEU LEITOR.

Leia sempre o que José Mário escreve. Aprende-se com seus Ensaios e Artigos.

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