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Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 13 de outubro de 2019 às 10:10

A I Seccional PEN da Paraíba realizou sua reunião pública de trinta de setembro p/p com absoluto êxito. A Força-Tarefa, compostas pelas(os) Titulares Edmilson Rodrigues, Berenice Lopes, José Mario Silva Branco e Mércia Gouveia houve-se com dedicação e pertinência.

A reunião foi aberta, esteticamente, pelas ninfas/SUELEN CAROLINNI, com belíssima coreografia e a perfeição do Ballet. Da ordem do dia constou o largo agradecimento à Força-Tarefa e a todos aqueles que apoiam e fortalecem a Seccional PEN. Com o tema “A poesia das flores e as flores da Poesia” Mércia Gouveia apresentou um excelente texto em Memória da querida, solidária ética Titular INESITA MARACAJÁ, aplaudida não com o silêncio fúnebre e sim com as palmas da Vida Eterna.

Continuando a reunião, José Mário (presidente da Mesa) passou a palavra ao Conferencista primeiro, o genial Dr. EDMUNDO GAUDENCIO que, seguindo a temática da Força Tarefa apresentou um profundo e poético estudo.

Concordando e/ou discordando de Mallarmé, Décio Pignatari, Maurice Blanchot, Gertrude Stein e Zalman de Ladi, Edmundo o fez com originalidade, expondo sua própria ótica. Ao evocar Hegel, ele afirma: “Ou seja no oculto do oculto de uma flor, o fruto, a semente, uma nova flor, novas primaveras que insistirão sempre e sempre em reflorir”.

Quando Edmundo passa para “as flores da poesia”, sua genialidade lembra Baudelaire, Neruda (que o abracei no Rio), Henfil, Bilac e um dos meus amigos prediletos: Manuel de Barros.

Entretanto, a Hermenêutica do Gênio campinense é muito pessoal e exclusiva. Vejamos dois dos seus momentos:

“Uma flor, nenhuma flor, insisto, mesmo a flor do joio, não é simplesmente uma flor simplesinha porque é apenas com palavras que se pode cantar a primavera e se pode cantar as flores” (grifo nosso).

Outro momento: “Porque necessário, em tempo de floração, que jamais possamos esquecer a liberdade necessária para que se possa cultivar flores – porque as flores não contadas, não existem, pois somente existem as flores que, mesmo ausentes, possam ser cantadas e, daí a importância deste encontro em que, livres e livremente, podemos solfejar arpejos sobre as flores da poesia e a poesia das flores” (grifo nosso).

Nada de “arpejo” e sim Forma, Conteúdo, Dicção e Originalidade inquestionáveis. Excelência!

Que não se faça imitação, emulação e metatexto com base nesta Conferência de Edmundo, até porque desejamos mantê-la inédita até a publicação da Revista 02 da I Seccional PEN da Paraíba. Seremos muito gratas.

Em seguida, duas Revelações da nova geração literária campinense, BRUNO RIBEIRO e DAURA CELESTE desenvolveram o mesmo tema sob visões distintas. Parabéns!

Encerrada a reunião da Seccional/PEN fui recebida, no “hobby” da FIEP, com uma emocionante homenagem idealizada pelas amigas CÉLIA FARIAS e ADNALVA MACENA. Muito carinho e solidariedade de tantas queridas amigas presentes.

Célia e Adnalva devem ter abalado Campina, pois conseguiram um delicioso buffet ofertado por EDUARDO AMORIM/LA SUISSA, LAUDICÉIA AGUIAR e um belíssimo e saboroso bolo artístico de LILI/DÁDÁ/LINDALVA GONÇALVES. Não sei se houve outras contribuições.

Sob o acalanto dos “PARABÉNS e VELINHAS ESTRELADAS”, ainda consegui falar uma fala curta, porém grande como expressão de minha profunda gratidão por uma homenagem que julgo não merecer.

Mas, peço a DEUS que conceda longos anos de vida com Saúde, Paz e Novas Conquistas às amigas e aos amigos, ali, presentes.

Resultado: voltei pra casa com lágrimas de FELICIDADE. Graças a Jesus, Maria, José.

LITERATURA

Tenho recebido vários livros, os quais comentarei quando os tratamentos médicos me proporcionarem o tempo necessário.

De Bruno Ribeiro: GLITTER.

Enviado pelo Desembargador José de Lourenzo Serpa: LIVRE PENSADOR

De Everaldo Dantas Nóbrega: NOVAS POESIAS, TEMAS DE DIREITO e AMOR À POESIA.

POÉTICA

O AMOR NÃO TEM IDADE”

Simplesmente ele acontece

De repente ou de mansinho

Surgindo como uma prece

Em pureza e devoção

E escolhendo como ninho

O nobre coração” EVERALDO DANTAS DA NÓBREGA (in Amor e Poesia, p. 77)

Dedico esta Ode a tantos quantos me fizeram feliz na homenagem da FIEP e aos que me telefonaram, enviaram “faces” e mensagem por ocasião do 22/09/2019. E ao meu leitor, o amor da poesia.

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