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Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 22 de março de 2020 às 7:11

Quando lancei a candidatura do amigo Prof. Dr. Milton Marques Júnior para a Academia Paraibana de Letras surpreendi-me ao saber que sua eleição havia sido marcada, propositadamente, para janeiro p/p, “coincidindo” com a minha ausência da Paraíba… Fiquei muito triste. Não há quem se livre das chamadas “forças ocultas”…

Mas, Graças a Deus, Milton obteve a justíssima vitória. E seu ingresso naquela Casa de Academus é mais um triunfo para a APL que para o próprio Milton, que já não necessita de glórias. Já as tem, sem dúvida.

Compareci a sua posse no recente 13 de março. Desloquei-me de Campina com rara felicidade. Em lá chegando, fui logo abraçando o novo Imortal, ouvindo dele palavras inesquecíveis.

Começaram os atos solenes. Invertido o ritual acadêmico, a Professora Ângela B. de Castro usou da palavra de saudação ao Milton, embora o primeiro discurso seria do empossado…

Ângela, mesmo surpresa, houve-se muito bem. Ótima dicção. Perfeita semântica, traçando um conciso perfil do Imortal.

Com indiscutível conhecimento literário, desvelou vida e obra de Milton, obtendo a plenitude crítica, ancorada na síntese, no corte vertical e nos elementos da narrativa fundante (Esqueceu que Milton é autor da obra “O ser e o Fazer na obra ficcional de Lins do Rego”, parte do meu Projeto sobre Literatura Nordestina).

Por último ressoou a voz de Milton!

Simplicidade e serenidade, suas virtudes típicas.

Não faltaram seus agradecimentos aos familiares; aos amigos; aos que o elegeram e aos que contribuíram com seu crescimento intelectual.

Não me é fácil fazer um resumo do magistral discurso de Milton. Embora sua profundidade epistemológica viesse com transparência, ou seja, em tom quase coloquial, falta-me a argumentação filosófica pra uma análise pertinente.

Apenas algumas considerações “ao de leve”.

Milton, ao abordar os antecessores de sua Cadeira 40, teceu um cronótipo apoiado na Filosofia greco-latina, da qual é um persistente pesquisador. Daí, a elaboração da rica intertextualidade com a obra de Platão, radicalmente estudada por ele.

Vale dizer que as citações de “O Banquete”, “A República” e outras não penalizaram sua própria intratextualidade. Milton, em nenhum momento, aderiu à “erudição”, tão peculiar à consagração da mediocridade e/ou à retórica vazia do “Conselheiro Acácio”…

Contrariamente, pronunciou uma narrativa muito pessoal, apoiada no Conhecimento de um Estudioso sério, que tem uma longa travessia, onde Dante dialoga com Virgílio, Lauro Xavier com Augusto dos Anjos, Drummond com Arruda Câmara e assim por diante.

Muito distante de um texto à altura do Discurso de Posse de MILTON MARQUES JÚNIOR, deixo a honrosa tarefa para a Crítica Literária Nacional.

ALEGRES MOMENTOS

Durante a Posse de Milton, tive o prazer de abraçar a amiga, Escritora Neide Medeiros Santos, que virá a Campina ministrar curso de Literatura, tão logo o “Corona” seja mortificado.

Conversei com o amigo/fidalgo Desembargador Marcos Cavalcanti, que há tempo não o via; abracei Maria Isabel, colega desde o período do nosso inesquecível Gilberto Freyre;; revi os queridos amigos Sales Gaudêncio e Chico Pereira, acompanhado de sua simpática esposa Angela.

Foi ótimo o estar com Jurema Filho, o “primo” Astênio Fernandes, os amigos José Mário/Sinaida; Flávio Sátyro; Dr. Roberto Cavalcanti; Socorro Aragão e o admirável Ramalho Leite, entre outros nomes queridos.

AO MEU LEITOR

Rezemos muito pelo fim do coronavírus. Deus proverá!

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