Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 1 de março de 2020 às 10:49

Muitas pessoas afirmam desistir de assistir aos jornais da televisão porque “se espremidos, sairá sangue”. Concordo, até porque além de um noticiário repetido, instala-se a banalização da tragédia.

Homicídios, feminicídios, suicídios, enfim, um verdadeiro desfile de “ios”…

Os homicídios são apontados como desgovernos, precariedade de policiamento etc. E não surge nenhuma solução definitiva.

Os feminincídios são interpretados de modos subjetivos que não convencem, não esclarecem, “nonada”. E mais: assassinos e assassinas permanecem nas gavetas dos poderes competentes e/ou entram na cadeia num dia e são soltos no outro. Céus!

Quanto aos suicídios, as versões invadem a “voz rouca das ruas”. Cada indivíduo cria sua versão…

Não tenho nenhuma compaixão por suicídas. Só DEUS pode tirar a vida de alguém. Quem se mata é por pura OPÇÃO. Que não se jogue a culpa em ninguém.

Seria depressão? Procurar tratamento com Fé e perseverança.

Seria falta de trabalho? Ir à luta, investir num emprego qualquer, desde que seja digno. É preciso humildade, muitas tentativas, idas e vindas e/ou botar um quiosque para revender bijoux, sorvetes, balas, mousses, tapiocas etc.

Pessoalmente, comecei a trabalhar com nove anos de idade, dando aulas,  à noite, a quatro analfabetos. Desde esse tempo não parei de trabalhar, não raro, manhã/tarde/noite, aqui e em João Pessoa/UFPB. Exercia meu oficio com amor e idealismo. Um detalhe: quando ingressei no Colégio Estadual da Prata, aceitei sobras de aulas da Profa. Sevi Nunes e jamais senti constrangimento; fui crescendo e tornei-me Catedrática, título usado naquela época. Graças a Deus!

Seria dívidas? Com trabalho e Orações elas serão eliminadas.

Seria frustração no amor? O tempo cura dores se a gente recorre à Misericórdia Divina. E, frequentemente, é “melhor estar só que mal acompanhada”.

Seria solidão? Todo ser humano terá sempre momentos de solidão.

Defendo a teoria do viver feliz relativo. Aprendi com a própria vida que ninguém tem a chamada “felicidade perfeita”. Mera ilusão. O existir é ancorado em perdas e vitórias. Não há como escapar!

Viver os dias presentes olhando para a Frente. E “a Frente é Cristo”.

POÉTICA

Encantada com o comentário de Lila Azam Zanganeh, comecei a leitura de “Essa gente”, da autoria de Chico Buarque. Eis o comentário:

 “Com aparente simplicidade, Chico Buarque faz uma enternecedora, ainda que ligeiramente cômica, alegria à solidão, à mágoa, aos mal-entendidos eróticos (e literários) e à nostalgia de todas as coisas não ditas”. Ma – ra – vi – lho – so!

ABRAÇOS

Para tantos quantos estão me estimulando por meio do Face e de carinhosos telefonemas. Sem dúvida fico feliz e desejando a todas(os) grandes conquistas. Coraçãomente.

Share this page to Telegram

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Mais colunas de Elizabeth Marinheiro
Elizabeth Marinheiro

[email protected]

Arquivo da Coluna

Arquivo 2018 Arquivo 2017 Arquivo 2016 Arquivo 2015

2018 - Paraiba Online - Todos os direitos reservados.

BeeCube