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Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 16 de fevereiro de 2020 às 10:14

Foi ótimo chegar ao Galeão (RJ) depois de uma viagem conduzida por Deus.

Foi ótimo receber o abraço, apertado e amigo, de minha filha Lizanka.

Foi ótimo subir ao apartamento de minha filha Tulenka e, dela, receber todo carinho.

As boas-vindas dos porteiros alegres: Antonio, Josias, Bruno.

Rua Santa Clara! O espaço sendo o mesmo, mas luzes brilham. Lembrei-me dos afetos tristes e alegres estudados pelo “Temater” defendido por Wellington Pereira.

Caminho erraticamente por avenidas esburacadas e com receio das quedas… Gosto de ver os passantes das mais variadas origens. Paisagem desfronteirizada como nos textos de Patricia Bins.

A cidade é maravilhosa com a chegada da Maria Eduarda, minha neta. Um orgulho para todos. Vitoriosa na “Columbian University” por méritos próprios. A carioquinha não se americanizou. Talentosa, estudiosa, pesquisadora, não se deixou levar pela agonia informacional…

E o Alex? Saiba talvez que “o admirável mundo novo” é feito de corrupção, informática e besteirol…

Contínuo meu caminhar. Um café com Tulenka na “Pão e Companhia”. Um sorvete com Lizanka nas ondas de Ipanema, porém com meu baldinho, pois, como dizia minha amada mãe, “água não tem cabelo”.

O roteiro abarca o Teatro NET com a peça “Zuza”: contudente, densa, trágica. Desprovidas de condições psicológicas, avó, mãe e neta retiramo-nos após o primeiro ato.

Outro dia fomos ao famoso Teatro Casa Grande assistir ao espetáculo “Mentira”. Desempenho perfeito de Falabella e Zezé Polessa. A diégese intalou-se com a linearidade da meia passagem. Pura relocação de indefinições. Humor de selfie e seus filhotes…

Frutíferas as tardes na Livraria Travessa. Entre os goles de café e os últimos lançamentos literários que Tonho me apresenta, sinto os impulsos da frustração. Prisioneira do Governo da Paraíba que não põe nosso dinheiro nos Precatórios e da Justiça paraibana que também ainda não me pagou, permaneço à deriva… Bom mesmo é saber que nada lhes devo e eles é que me devem. Céus!

E a Academia Brasileira de Letras? Recesso integral. Contudo, alguns encontros permitiram-me detalhes que não desejo transnarrar. CZAR foi tratado com mordomia por minhas filhas. Com Tulenka tinha Zezinho como passeador. Com Lizanka, Júnior, dedicado caminhador. Ambos dispensaram todo carinho ao CZAR, embora ele sentisse falta dos gatinhos de José Mário… Que tal?

Um passeio ao restaurante do Arpoador meteu-nos (eu, Lizanka, Duda e Alex) num labirinto infernal. Tudo culminou com um “puxavante” no meu pescoço. Quase cai. E lá se foi meu “Versace” comprado a vera Maria. Chorei, sim de medo… A netinha, heroicamente, tomou a rua, pegou um taxi e nos levou pra casa. “Vão-se os anéis e fiquem os dedos”, reza o ditado que não é provérbio (de acordo com Jolles), mas tem força proverbial.

O Rio continua belo. Natureza pródiga. Palmeiras exuberantes. Praias animadissimas. Gente bonita. Bares e restaurantes refinados. Vitrinas maravilhosas, com as novas tendências da moda.

 E neste cronótopo estético, eu sofria os terriveis problemas produzidos nesta minha Campina. Daí, a convicção de que o viver feliz é relativo.

Mas, DEUS é Absoluto!

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