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Dividir esperanças

Rafael Holanda. Publicado em 19 de outubro de 2018 às 10:42

Nos caminhos da vida, normalmente nos encontramos diante de coisas que fizeram histórias de um passado, e que com certeza haveremos de separar as lágrimas que nos feriram, das que trazem doces recordações.

As quedas sofridas serviram de exemplos para que pudéssemos refletir um pouco com relação às oportunidades perdidas, os erros cometidos e a insegurança para enfrentar as tempestades da vida.

Estamos num mundo onde cada um compõe sua historia desde as mais simples, aos grandes livros, mas com certeza cada página haverá de ser escrito em consonância da mente com o coração.

Ninguém é capaz de passar pela vida, sem que no decorrer dos seus passos, não tenha que sentar a beira do caminho para retirar os pequenos pedregulhos que feriram os pés.

O destino dos homens se faz de acordo com os seus atos, ninguém é capaz de fazer poesia sem antes coordenar os seus versos, ninguém ama ao próximo sem antes limpar sua intimidade.

Raros são os que clamam e mostram a sua felicidade, o dinheiro apesar da sua força, se torna incapaz de produzir um bem estar ao rico, que entre tantas pessoas permanece solitário.

A sorte do mundo é que muitos nasceram e compreenderam suas missões, de ajudar o desconhecido, de rezar com fervor para os que distantes que sofrem a agressão das injustiças.

Assim como dividimos o pão para saciar a fome dos que são reservados a caminhar pelos labirintos da miséria, ainda existe alguém que voluntariamente divide um pouco de paz.

Na vida nada acontece por acaso, nada nasce sem finalidade, os sonhos de alguns poderiam ser realizados se alguém pelo menos se colocasse a disposição de acalentar seus dilemas

Os nossos pensamentos possuem a grandeza de fazer bem a alguém, ou destituir o pouco de esperança, quando desejamos prejudicar alguém em algum momento, com certeza exercitamos as nossas maldades.

Nada se desfaz após a morte, o sepultar não apaga manchas que seguem impregnados no espírito, pois nos caminhos do outro mundo existe um bom observador das nodoas existentes.

O alegre e salutar desejo de ouvir supera em muito o barulho dos tagarelas, os passos que damos muitas vezes nos faz cansar, e por isso permanecemos imutáveis no mesmo lugar sem chegar a lugar algum.

Para que a vida termine na melhor de sua cena, se faz necessário que façamos uma corrente de oração em busca de todo tipo de paz; cantar as belas melodias que por sua força nos leva por mundos dantes visitados, vamos varrer os nossos erros; buscar na intimidade um pouco do eu desconhecido.

E assim encontraremos o que criamos; veremos o que não vimos; ouviremos o sussurrar de uma voz meiga a aplaudir por nossa simples vontade de viver.

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