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Derradeiramente!

Tibério César Pessoa. Publicado em 29 de março de 2017 às 9:12

Por Tibério Cesar Pessoa (*) 

Será rápida a existência aqui pela nossa terra? Pelo nosso conhecido mundo? Pelo que pensamos ser a vida imanente e transcendente?

Ou derradeiramente nos achamos envoltos no “Breu” do tempo e da temporalidade?

Afetos e sentimentos quando ofendidos pelas circunstâncias derradeiras da vida ou pelos históricos contextos temporais de toda uma vida, tolhem a felicidade e a alegria por descentralizarem nossa visão do belo e do agradável nos relocando somente naquilo que está supostamente agonizante para cada um de si mesmo.

Nestes termos vamos lá indagar se foi no passado ou se foi no agora, “Derradeiramente”, que sentimos o Pesar da terra, do mundo, do imanente e do transcendente… Será mesmo?

É por vezes legítimo e inerente ao sujeito momentos que se desabrocham envoltos em aflições, resignificações, sofrimentos decisórios, apatias, ensismesmamento das coisas e objetos, dores do espírito e das nuanças da vida… Sim, lógico que ocorre!

Naturalmente ocorre.

Dizia Freud: Se sou eu que causo o sofrimento que sofro, Por que causo o sofrimento que sofro?

A habilidade em lidar com o que é Derradeiro requer treinamento, visto o fato de certas táticas serem perdidas sem a prática da sutil tolerância do imediato desconfortante que vem sem pedir a devida licença.

O grande mestre Cristo Dizia: No mundo terei aflições, mas tende bom ânimo, por que venci o mundo.

Assim o que é verdadeiramente “Derradeiro”? O que é construído? E esperado?

Sofrer de uma ou outra forma é esperado! Padecer de um ou outro modo é esperado!

Morrer desta ou daquela forma é esperado!

Seja lá então qual for seu credo e sua fé, perguntamo-nos: “Como reagir?”.

Seja lá qual for sua filosofia de vida e existência, indagamo-nos: “O que fazer?”.

Digo-lhe que, esperar o sofrimento é lógico e sensato.

Aguardar que se acheguem a dor de algo ou alguma coisa é perspicaz.

Visibilizar que o desconforto virá á contundentemente algo de maturidade.

Então o que é “Derradeiro” é sim “Esperado”… Diga-lhe os grandes mestres!

Pode ser que sua jornada seja para iluminar o dia, quando a noite é superada, você surgira para encontrar com o sol, pois ele estará lá, aguardando-lhe como ele faz todos os dias, por traz ou não das nuvens!

Pode ser que a estrela que lhe ilumina suas entranhas e seus pensamentos, em alguns momentos, pareça não estar lá, porém ela ainda está Ali, dentro de seus entendimentos e sentimentos!

Pode até ser que quanto tudo parecer “Derradeiramente” perdido, seja lá mesmo o que se ganha à existência… Tudo pode ser desde que você o saiba por que está sendo como está… A estrada é solitária, mas não sozinha… O aprendizado é seu, mas não único… O ser é impar, mas inserese no coletivo!

Lembre-se e acredite, talvez nada seja “Derradeiro” e tão “Não Esperado”.

Busque em sua essência a Verdade Derradeira de quem és, e assim, não haverá surpresa tão mal assim, que não possa-se ser revitalizada e resignificada!

(*) PhD em Psicanálise

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Tibério César Pessoa

* PhD em Psicanálise.

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