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Vem Espírito Santo!

Dom Delson. Publicado em 6 de junho de 2017 às 17:35

 

 

Foto: Ascom

Domingo, dia 4 de junho, celebramos o Dia de Pentecostes. Lembramos o início da missão da Igreja no mundo, após os apóstolos terem recebido o dom do Espírito Santo. Comemoramos Pentecostes 50 dias após o Domingo da Ressurreição. O Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo. Aí todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas.

Quero lembrar o que a espiritualidade franciscana ensina-nos: obediência a Deus e à Igreja. Quem é obediente ao Senhor sabe que vai carregar a cruz e que a cruz pesa. A vida cristã tem que passar pela cruz, senão não é cristã. Jesus cumpriu sua missão de obediência ao Pai carregando a cruz dos nossos pecados e no calvário ofereceu-se pela humanidade. Um cristão, e especialmente um franciscano, não deve fugir da cruz. São Francisco de Assis, o Arauto da Paz, encontrou a razão da sua vida e a força da sua vocação missionária diante do Crucificado. Portanto, a teologia da cruz faz parte da minha formação de discípulo do Senhor. É nela, na cruz, que a vida dá-se e dela é que a vida prepara-se para renascer na ressurreição. Esse tempo pascal, que terminou no Domingo de Pentecostes, ajudou-nos a viver este mistério da vitória do Cristo.

Francisco, falando com o Crucificado, ouviu dele um pedido: “Vai, reconstrói a minha Igreja”. Ele obedeceu! Saiu dali e foi cumprir o pedido do Crucificado, começando sua atividade evangelizadora e foi atraindo irmãos, com os quais formou uma fraternidade missionária e ajudou a Igreja a se renovar. Chego aqui perguntando ao Senhor: “que queres que eu faça?”. O Senhor me diz: “ide aos meus irmãos” da Paraíba para anunciar o Evangelho da esperança, apascentar o meu povo com o coração do Bom Pastor, santificar os fieis com os sacramentos da vida.

O apóstolo Paulo transmitiu “as decisões que os apóstolos e anciãos de Jerusalém haviam tomado. E recomendavam que fossem observadas. As Igrejas fortaleciam-se na fé e, de dia para dia, cresciam em número” (At 16, 4). Eles eram conduzidos pelo Espírito Santo e iam onde o Espírito levava-os. Por isso foram à Macedônia. E fizeram muito bem àquela Igreja. Estou aqui porque o Espírito Santo, que governa a Igreja, trouxe-me para fazer o bem a esta Igreja. Não fui eu que escolhi a Arquidiocese da Paraíba. Foi o Papa Francisco que me nomeou em nome de Cristo e eu aceitei de bom grado e venho com a força do Espírito Santo para amar a Arquidiocese da Paraíba, que o Senhor me confia.

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Dom Delson

Arcebispo Metropolitano da Paraíba.

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