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Como mudou

Rafael Holanda. Publicado em 26 de julho de 2019 às 11:36

Tenho andado pelo mundo, onde a decepção é estrela maior, e a bondade que há muito foi sepultada, permite que a devassa seja campeã das noticias em toda comunidade.

Já não se tem o respeito sagrado pelos pais, à porta de casa é a melhor saída para que num mundo perverso, os nossos filhos sejam consumidos por erros em cada esquina.

Já não se ouve as menores dúvidas, e nem tiram um instante para um dialogo franco, deixando que todos aprendam com a dor ou com a desgraça do além portão.

Já se perdeu a oração da noite, e os filhos chegam de toda maneira, e são incapazes de dizer como chegou, pois muitas das vezes as palavras são perdidas pelo álcool.

Após o desmame, vivem num mundo de orgulho, e só procuram os seus, em momentos de desesperos ou para solicitar o vil metal, se perdem na noite silenciosa, e muitas das vezes sem retorno.

Os pais se enjaulam em casa, e sem dormir com o coração em verdadeira disparada, visam ouvir o abri da porta para que possa conciliar o sono.

Eles acham tão natural este sofrimento, que não discutem o assunto, e mais uma noite pelas ruas da desilusão, buscam a morte como se fosse tão natural.

E o tempo passa, por caminhos onde as interrogações nos frustram em respostas, como que nada viesse a aliviar esta tensão; entregamos na mão de Deus as nossas incertezas.

Voltamos ao passado, e vemos a nossa maneira de criação, em que os nossos pais ditavam as regras e horários que eram obedecidos sem contestação.

Vivíamos no tempo de respeito em todos os sentidos, na escola, os professores, na rua os amigos dos nossos pais, e na nossa mente, o grande temor a Deus.

Não existia o bater ofender a evolução, pois recebi castigos do meu pai, e nem assim busquei na frustração motivo para odiar a sua forma de educar.

Em minha casa foram criados seis irmãos sob a rígida lei do respeito, e nem assim trilharam pelo uso de drogas nem por caminhos do alcoolismo ou bandidagem.

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