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Coluna do Padre Luciano Guedes: O Colégio das Damas

Pe. Luciano Guedes da Silva. Publicado em 28 de setembro de 2019 às 21:29

As Religiosas da Instrução Cristã, popularmente conhecida como “Damas” chegaram ao país vindas da Bélgica, em fins do ano de 1930, tomando lugar na cidade do Recife. O Arcebispo da Paraíba Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques – à época – pediu-lhes a fundação de uma Casa em Campina Grande para a educação das meninas.

Para este intento teve relevância a coordenação do vigário da Igreja Matriz, Padre José de Medeiros Delgado, encarregado de avaliar as condições e viabilizar o objetivo. No domingo 01 de março de 1931, era inaugurado o Colégio, recebendo o nome da padroeira de Campina Grande, a Imaculada Conceição. Desde a sua fundação abrigou em seu conjunto a Capela e a Casa das irmãs. A Madre Dominique Viaene foi a sua primeira superiora.

O Colégio das Damas testemunhou todas as transformações do espaço urbano de Campina Grande nos meados do século XX.

Ao passante que hoje trafegar pela grande avenida perceberá o Colégio diante dos olhos, desalinhado com a mesma artéria, vestígio de sua origem vinda de tempos anteriores ao alargamento da Avenida Floriano Peixoto.

A Rua do Progresso iniciada a partir dele e direcionada até a Rua Treze de Maio foi extinta pela reforma urbanística nos idos de 1935, entretanto sem alterações para o local do Colégio.

É significativo dirigir o olhar para este lugar no instante em que comemoramos o Jubileu de 250 anos da Igreja Matriz de Campina Grande. O Colégio inspirou princípios, formou gerações, com valores humanos e cristãos talhou pessoas que prestam serviços hoje nos diversos âmbitos profissionais de nossa sociedade. Continua ele no tempo presente a sua missão e referência no campo da educação.

Se um Jubileu celebra-se com gratidão é justo dizer “muito obrigado” ao Colégio das Damas pelos sonhos que se tornaram projeto e realidade na vida de muitos campinenses! Um agradecimento solene como sugere o autor bíblico na história do povo eleito: “Contarás sete semanas de anos, ou seja, sete vezes sete anos, o que dará quarenta e nove anos. Então farás soar a trombeta no dia dez do sétimo mês.

Declarareis santo o quinquagésimo ano e proclamareis a libertação para todos os habitantes do país. Será para vós um jubileu (Lev 25, 8.9a.10a).
Louvado seja Deus pela boa obra que nasceu de nossa Igreja local! Vida longa ao querido Colégio!

Pe. Luciano Guedes do Nascimento Silva
Vigário Geral e Pároco da Catedral

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