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Coluna do Médico Rafael Holanda: A compaixão divina

Rafael Holanda. Publicado em 23 de dezembro de 2018 às 13:30

Nunca a humanidade se sentiu tão desesperadamente a necessidade de ajuda compassiva em face de fome, doença, pobreza, crime, lutas civis e desastres naturais.

Ter compaixão significa compreender o sofrimento ou a desgraça de outros e, ao mesmo tempo ter o desejo de melhorar a situação, pois com o calor do coração, a compaixão pode consolar um deprimido, aliviar uma dor e reanimar um aflito.

Podemos mostrar compaixões por meio de palavras e ações, por nos importar com os outros e, estar à disposição quando necessitam de nós, mesmo no frio da fome ou no calor da dor.

Neste mundo frio e hostil é muito difícil realizar atos de compaixão, porque os que necessitam encaram estas ajudas como ato de esmola, e se sentem ofendidos.

A ganância e o egoísmo são capazes de abolir atos de compaixão, pois muitos não esperam o momento de estender a mão para ajudar, e sim para cobrar ou receber.

O apostolo Paulo nos diz: “desnudai-vos da velha personalidade com suas práticas e revesti-vos da nova personalidade, a qual, por intermédio do conhecimento exato, está sendo renovada segundo a imagem Daquele que a criou”.

O homem de benevolência age de modo compensador com a própria alma, pois o Deus criador do maior de todos os mandamentos “a caridade,” espelha na humanidade que divida lágrimas assim como risos.

A compaixão se torna maior em geral na época de natal, quando muitos falam ou cantam a respeito de “paz e boa vontade para com os homens”, mas de significado pouco estranho, onde a permanência do natal deveria ser eterna, e sem alardes.

A compaixão é ouvir os que necessitam de uma palavra; é buscar socorro, não importando a distancia do necessitado; é servir em seu copo a água ao sedento.

Nós encontramos sofrimentos até em nossa casa, quando um filho encontra em dificuldades que somente ouvindo podemos ajudar, mas a televisão cegou o homem, e as coisas que tinham significados simples são entregues ao mundo.

Acredito que se pudermos buscar compreender sofrimentos alheios, com certeza não seremos articuladores de novas armadilhas, ou portadores de sofrimentos semelhantes.

Há sempre um para contar a sua historia, e nesta mesma historia há sempre noticias dos falsos amigos que moravam num barco de luxo, e quando a vida se tornou uma canoa, todos pularam fora.

Ser amigo é ter no coração momentos compartilhados, onde a beleza do universo se dividisse, de forma equitativa, e que todos os sonhos fossem sonhos de todos.

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Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

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