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Campina Grande - PB

Coluna de Tibério Cesar Pessoa: Diga-se

10/04/2018 às 8:48

Fonte: Da Redação

Em tempos anteriores convencionou-se dizer que a vida é uma passagem.

Talvez por assim dizer, diga-se, a passagem do tempo e daquilo que nos oportuniza.

Diga-se talvez que tal verdade seja para alguns um mecanismo perturbador.

A beleza do tempo que amplia nosso parecer de cultura parece sim ser o grande coroamento da existência, parece sim cabível elogiar cada respiração, cada pessoa, cada andar e cada batimento cardíaco de nossa carreira humana singular e em sociedade dita humana.

Diga-se repleta de tantos males e benefícios!

Diga-se que somos isto mesmo: Pessoas do tempo no tempo.

Diga-se boas ou más que se virá de acordo com o tão resignificado equilíbrio.

Equilíbrio este que como dantes já havíamos tentado burilar é uma Lei que não pode ser “transgredida”, pois ela é estabelecida pelo sagrado, pelo transcendente, pelo horizonte e pela característica mais notória do universo: A harmonia.

“Assim diga-se, a harmonia que a isto chamamos de, tempo, o tempo das coisas e dos acontecimentos, o tempo das pessoas aperceberem os momentos”.

Diga-se que neste nosso tempo e nesta nossa sociedade hodierna corrida e atrelada a tantos pormenores e trabalho, trabalho e trabalho; nem todos terão ou serão os privilegiados da paz e do sucesso, ou do dinheiro e do poder de ser ou em ser que neste ponto de observar o lugar e o tempo, se vem à nova indagação:

Diga-se o que do poder de ser o que pensa-se ser?

Quando seu “poder” de entendimento e compreensão aumentar, quando seu potencial de discernir e entender, quando a luz resplandecer em suas próprias trevas, você sentirá que aumentarão as forças e formas que irão se opor a você mesmo.

E diga-se que todo este enredo e entrelaço da vida e do tempo ocorre justamente para que você evolua, ilumine-se e compreenda-se cada vez mais.

O que se opõe a nós no geral nos aperfeiçoa, pois oportuniza perdoar uns, ajudar outros e a prontificar mais a fraternidade da paz.

E diga-se que paz seria esta.

A paz de uma vida que por si só vai ocorrendo!

Por si se vai… Sim! Esta vida por si se vai… E por nós vamos também a reboque a elaborando!

Cada um por si… Por si de vai… Deus por todos… Naquela tentativa de construirmos juntos uma sociedade mais digna, mais humana, mais altruísta, mais iluminada e evoluída… Com aquela ajuda do sagrado… Com aquela ajuda de Deus e não daquele “deus” de divisões sem sentido, sem nexo e sem entendimentos, um “podre deus rico de adeptos”.

Não há ambigüidade, contrariedade, dispensabilidade e contrariedade entre os contrastes na escala evolutiva e iluminadora.

Diga-se que a humanidade trafega em movimento.

“Sim eu acredito no bem da humanidade, apesar do “grito” do mal ser muito forte!”.

Diga-se que acreditar também não é matéria tão fácil… Precisa-se talvez enxergar na jornada da evolução humana a melhor opção:

A opção em harmonizar o bem comum… Diga-se o bem de todos!

Assim seria bom, diria, cada um de nós realmente, como temos vistos através dos escritos que as intolerâncias disfarçadas, as espiritualidades arregimentadas pelos dogmas e preconceitos, os cinismos enfileirados por maquiagens, as verdades empobrecidas pelos preconceitos e todas as formas de contorno… Evoluam para uma luz tal que “Diga-se” faz bem.

Sim, diga-se, estamos num farto momento de sermos melhores, enfrentando o que se opõe a cada um de nós com amor, fraternidade, beleza, dignidade, bondade e espírito de unidade.

(*) Tibério Cesar Pessoa é PhD em Psicanálise

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