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Campina Grande - PB

Coluna de Rafael Holanda: Meu silêncio

12/03/2018 às 10:22

Fonte: Da Redação

Não são sepultadas as esperanças enquanto guardarmos na lembrança doces memórias da vida, das coisas que fizeram com que o silencio da noite nos fosse uma eterna aventura de viver em paz.

À medida que as barreiras da vida se tornam mais dificultosas ressurge a capacidade de buscar na sabedoria uma forma mais fácil de contornar o que parece ser difícil aos nossos olhos, mas não distante que não possamos prosseguir.

Os cantos da vida lembram melodias extravagantes que testavam nossas articulações, e em determinado momento os movimentos se tornam mais lentos, e a canção que embalava os sonhos servem hoje para embalarem nossos tormentos.

A ascensão do grande homem passa como passa o vento, como passa o tempo e sem que se preveja o que possa acontecer, o hoje já se torna indiferente as nossas vontades e quem alcançava longa distancia se curva aos pequenos passos da vida.

Não há coisa melhor do que envelhecer ouvido as coisas simples da vida, como o canto de um pássaro ou o barulho da chuva no telhado, mas muitos se tornam perdidos no silencio devido à mudez do tempo.

Os caminhos de nossa historia são construídos por coisas que muitas vezes tentamos não concluir, as pequenas ruelas que partem da estrada principal levam consigo os maiores pesos e os maiores dos nossos erros.

Cumpra com respeito o que lhe foi entregue; obedeçam as coisas que agem de acordo com a mente e coração, pois o mundo sabe muito bem modificar as tintas que foram escolhidas e lhe entregar novos galões da maldade.

Aproveita cada momento de sua vida, não se embaralhe por palavras que não combinam e considere normal, o pequeno esquecimento, pois o difícil é interpretar o esquecer de e continuar esquecendo.

Mostre que com o passar do tempo os seus pés plantaram raízes e são responsáveis pela seiva de sua sabedoria, oriente por onde cada um possa caminhar e deixe exemplos que possam ser seguidos e historias para contar.

Divirta-se, não se encolha no divã de casa, porque mais adiante haverá algo não confortável a esperar ;visite aquelas que lhe são caros, se entregue de corpo e alma aos que necessitam de um pouco de carinho e paz.

Saiba compreender que muitas das vezes nos tornamos anônimos em casa por nossas próprias manias de diminuir a força de nossas virtudes. O universo da vida requer que saibamos buscar pelas forças o direito de eternizar em velhice a nossa juventude.

(*) Rafael Holanda é médico

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