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Coluna de Rafael Holanda: Consola-me

Rafael Holanda. Publicado em 26 de agosto de 2019 às 10:02

Consola-me senhor nas escuridões do dia, na incerteza do atravessar a noite para que eu possa vencer barreiras que surgem.

Consola-me nas dúvidas do meu prosseguir, nas quedas dos meus erros, na falta da sincera verdade que muitas das vezes me envolve, e se expõe sob esboço de mentira.

Consola-me nas minhas lágrimas que em alguns momentos são derramadas sem razões aparentes, mas que representa intimamente, momentos que me fizeram recordar.

Consola-me nas formas mais simples quando houver distanciamento entre meu coração e minha fé para que possa ser a certeza e levar adiante propósitos.

Consola-me para que não exponha ódios e traga desesperança aos que me procuram e de modo mais humanitário eu possa resolver problemas que ocorrem.

Consola-me para que os destituídos de poder e riquezas continuem a depositar a confiança sincera em meus atos, encontrem a esperança da alegria.

Consola-me para que minha visão seja ampla e eu possa me proteger dos inimigos que se dizem ser, e minha vida não os proclamou.

Consola-me a cada instante para que as minhas intenções não fujam da trajetória da caridade, da mão que afaga, dos momentos de tensões que minha paciência tende a esgotar.

Ajuda-me para que o consolo que tanto solicito seja espelho para o meu consolo com o irmão, de forma clara e cristalina como a verdade dos Teus ensinamentos.

Dá-me a beleza do saber compreender, do saber entender, para que as minhas palavras sejam motivos de paz e meus procedimentos sejam razão da minha existência.

Na rua da desesperança que eu ao menos possa usar das minhas forças, e segurar na mão do próximo e dividir com o mesmo os sofrimentos e as tormentas que buscamos por buscar e erramos por errar.

Saiba compreender que muitas das vezes erramos em virtude da aprendizagem da vida que o mundo nos mostra, mas mesmo assim buscamos nos perdões de cada instante uma maneira simples de ser perdoado.

Alivia o peso da minha cruz, caracterizada por ato e ações que sou capaz de produzir, mesmo sabendo que a maravilha do dia só se concretiza com ações de dignifiquem o homem.

Não sou capaz, e muito menos agredir, mas meu coração em muitos casos não suporta as ofensas que partem de forma destrutiva com a finalidade de me colocar de joelho pela estrada.

Saiba compreender as minhas lágrimas, as minhas insônias que são secundárias as coisas que destroem o bom pensamento e agride o rosto como uma mão espalmada que vem como uma tempestade.

Desfaz um pouco as coisas que ferem, e partem como parte o vento e palavras que não retornam, mas que contribuem para o dicionário corriqueiro de tantos.

Ilumina cada instante dos meus instantes para que a virtude da caridade me seja porta aberta, onde o sossego se faz cama o pão alivia a fome e a água alivia a sede, fazendo nascer esperanças mortas.

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