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Coluna de Patrícia Alves: Ser mãe é entender que Mastercard não paga tudo!

Patrícia Alves. Publicado em 29 de junho de 2019 às 19:13

Foto: acervo pessoal

Foto: Acervo Pessoal

Ser mãe é entender que Mastercard não paga tudo!

Eu, mãe de um menino de nove anos, sou surpreendida diariamente com os encantamentos do Pedro Antônio.

Um dia ele vem com o peito estufado e me mostra – com orgulho – que extraiu o próprio dente e que já lavou a boca, para que eu não precisasse ver resquícios de sangue (pois ele sabe que posso ter um piri-paque e desmaiar).

No outro, ele mostra o prato da comidinha caseira que fiz com tanto amor e me conta: Mãe, tive que lamber o prato!

Ser mãe é se sentir o ser mais capaz do universo, por ter lavado, passado e guardado a roupa dele. O “cheiro” do amor empregado naquele ato simples inundou meus sentidos de agradecimento. Juro que passei por um espelho, e vi flutuando uma capa de heroína.

Imagina, quando eu sou requisitada por ele para ser a projetista de um mega-brinquedo que ainda vai ser lançado, ou ser a escritora de um filme que ele já roteirizou e já fez até a trilha sonora! Ainda escuto: Mãe, eu sou o seu chefe!

Nestes anos, fui acolhida com o olhar penetrante de um bebezinho que mamava. Com o abraço saudoso – e suado – todos os dias que chego à escola. Na oração que ele faz antes de dormir, quando agradece a Deus por ter a mim – este serzinho – como mãe!

Sim, eu piro! Sou louca, sou a mãe coruja, que ama tanto que coloca limites e estufa o peito – como ele fez – quando escuta da amiga: Nossa, Pedro vai ao banheiro e já lava as mãos, sem ninguém mandar!

Obrigada Deus, por ter me concedido a graça de ser mãe e de me fazer enxergar que o ser não suplanta o ter, e que o amor é o dom mais poderoso do mundo, que completa, contempla e nos faz redescobrirmos quem somos. Inclusive que o limite do cartão de crédito não paga a satisfação de ter um prato lambido, mesmo quando às vezes ele se chateia comigo e diz que vai morar na floresta, porque vamos combinar…. ser mãe é parar a brincadeira e mandar tomar banho, fazer a tarefa, estudar para prova e arrumar a própria bagunça!

E antes de você me pergunte se o esforço é válido, eu respondo que com Pedro aprendi que o presente é sim uma dádiva, que excesso de futuro é não saber ser grato pelo hoje!

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Patrícia Alves

* Jornalista e analista de projetos para captação de recursos públicos.

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