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Coluna de Patrícia Alves: Resignificando a SAUDADE!

Patrícia Alves. Publicado em 2 de novembro de 2018 às 9:21

Foto: Arquivo Pessoal

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O contrário de morte é vida! Básico, né?

– Mas o que nos leva a passar horas analisando problemas, e não parar um segundo para agradecer?

– É igual a irmos aos velórios, mas não visitamos entes doentes!

Geração de muita informação e pouca deglutição, onde vencemos maratonas de filmes no Netflix, até devoramos livros, mas nem conseguimos passar 30 minutos escutando o outro, o próximo, o irmão… no máximo passo um zap de parabéns, ou deixo um “SAUDADE” nas redes sociais online.

O quesito trágico, hoje, no Dia dos Finados, são as flores. Vamos ao cemitério uma vez por ano, para deixar um arranjo comprado já pronto, mas nunca levamos uma florzinha colhida no jardim para aqueles que ainda estão vivos e nem mesmo escutamos ou falamos sobre como amamos aqueles que nos são queridos.

Chegou a hora do resignificar, vamos dar ré, vamos valorizar a relação humana, vamos nos envolver uns com os outros, escutar mais, rir ou chorar, vamos tá perto!

De cátedra – PHD no assunto – quando conseguimos nos importar para o outro, não vamos ter mais tanta dor ao lembrar da morte, vamos ter sentimentos alegres e recordações de momentos felizes.

Usei recentemente uma frase no meu perfil pessoal do Instagram, uma homenagem à mulher que além de me ensinar o que era FÉ, falou-me inúmeras vezes – com o olhar – como eu era ÚNICA, LINDA, INTELIGENTE, FORTE e CAPAZ de enfrentar a vida de cabeça erguida SEMPRE, porque eu tinha um Deus que cuidava de todas as necessidades e que me amava incondicionalmente.

Iraci Alves: você semeou tanto amor em mim, que meu coração floresceu!

Meu desejo – minha fé – é que eu consiga ser tão importante na vida da minha família e amigos como minha avó foi na minha e que eu nunca seja esquecida, e que meu amor seja passado de geração em geração, pois Pedro nunca te viu, mas ele sabe o quanto eu te amo!

Por fim, acabo com um trecho da Oração de São Francisco, que ainda não se sabe se foi ele que escreveu, mas foi lindamente musicada por Fagner: “Ó mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado. Compreender que ser compreendido, amar que ser amado. Pois é dando que se recebe. É perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive para a vida eterna!”

Um dia abençoado para todos!!!

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Patrícia Alves

* Jornalista e analista de projetos para captação de recursos públicos.

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