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Coluna de Patrícia Alves: Perdoar ou não, eis a questão!

Patrícia Alves. Publicado em 30 de março de 2018 às 21:09

Foto: Ascom

*Por: Patrícia Alves

Tenho mil frases prontas para começar esta coluna: “Perdoar é divino”, “Quando você perdoar, você vai se sentir mais leve”, “Rancor deixa a pessoa doente”… e blá, blá, blá…. concordo com todas, mas pra dizer a verdade eu acho PERDÃO uma palavra tão difícil e jurooooooooooooooo que queria que fosse algo que eu praticasse diariamente.

Tá bom, pode me chamar de rancorosa, de antievoluída, de chatinha. Mas se eu disser que quero ser uma pessoa que ame muito, para conseguir perdoar muito, você acredita? Espero que sim, e que você não torça o nariz para mim, vou tentar desenvolver meus sentimentos, deixando claro o que acho sobre o PERDÃO.

Quando eu penso sobre PERDÃO, automaticamente só penso em AMOR. Penso na efemeridade da vida, penso que o perdão é um ato de amor ao próximo e que como precisamos ser perdoados, precisamos perdoar, como ensinou tanto Deus, quando se fez homem entre nós.

Então, já que eu tenho todo este entendimento, porque ainda consigo usar a frase “quem perdoa é Deus, eu anoto no Excel” – né Edilma e Lidy?. Caso perdido, será? Nãoooo, não sou. Pois só pau que nasce torto, morre torto. Eu, graças à maternidade, que mudou minha vida, consigo pelo menos parar e pensar que o perdão é uma construção, entendendo que não esquecemos nunca o que nos ofendeu, mas que lembramos sem dor.

O melhor, é que no meu “tentamento” de ser um ser humano melhor (fazendo terapia, orando, acumpultura, técnicas de PNL) eu penso que é muito melhor amar que sentir raiva. Ainda sem conseguir amar o “inimigo”, mas desfocando a atenção para construção de relacionamentos, momentos e experiências que dão leveza ao meu ser, meio que deixando o santo tempo curar.

Então, Por Elas, Por Nós, Por Eles…. vamos exercitando o nosso amor ao próximo, amor próprio e o amar descontroladamente louco, para alegrar-nos nas pequenas coisas da vida, porque não sei se a gente consegue – agora – perdoar muito, mas ao exercitar o amor, a gente tá chegando próximo a este perdão.

Feliz Páscoa, renovação, esperança e corações contritos no ideal de perseguir a plenitude!

* Jornalista 

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Patrícia Alves

* Jornalista e analista de projetos para captação de recursos públicos.

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