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Coluna de Josemir Camilo: Ata da fundação da Academia de Letras de Campina Grande

Josemir Camilo. Publicado em 9 de abril de 2019 às 16:32

Hoje, em especial, não produzirei escrito de minha lavra e, sim, em homenagem ao aniversário da Academia, ofereço ao público a digitação que fiz de sua ata de fundação. Longa Vida à Academia de Letras de Campina Grande!

“Ata da reunião preparatória de fundação da Academia Campinense de Letras de Campina Grande, Paraíba, em 09 de abril de 1981.

Aos nove dias do mês de abril de hum mil novecentos e oitenta e um, às vinte horas, na residência do Dr. Amaury Araújo de Vasconcelos, na Rua Desembargador Trindade, 406, nesta cidade, ocorreu a primeira reunião da futura Academia Campinense de Letras.

A reunião teve o objetivo de fazer a instalação oficial da ACL, bem como da facultar aos presentes a escolha dos acadêmicos para ocupação das cadeiras cujos Patronos foram igualmente submetidos à aprovação pelos presentes.

Assistiram à reunião, as seguintes pessoas: professor Amaury Araújo de Vasconcelos, idealizador e coordenador da ACL –o Cônsul do Líbano, Senhor José Noujain Habib, os acadêmicos Elizabeth Marinheiro e Epitácio Soares, o Reitor da Universidade Regional do Nordeste, Dr. Antônio Vital do Rego, o Dr. Aluísio (sic) Afonso Campos, o Bacharel Ricardo Soares, os jornalistas William Tejo, Leônia Leão, o Sr, José Leite Sobrinho, as professoras: Wanda Elizabeth, Déa Cruz e Elizabeth Vasconcelos, a jornalista Molina Ribeiro, e Ademar Martins, professora Lourdes Ramalho e o economista Raimundo Lira.

Abrindo os trabalhoso, o professor Amaury Araújo de Vasconcelos em ligeira alocução falou dos objetivos da ACL, apresentando os nomes: Afonso Campos, Hortênsio Ribeiro, Irineu Joffily e Mauro Luna para votação de denominação da Casa onde funcionará a ACL.

Por aclamação, foi eleito o nome do eminente advogado e escritor Afonso Campos por unanimidade de votos. Salientou-se, inclusive, que o homenageado tem o seu Centenário de nascimento neste ano.

Houve, em seguida a apresentação dos Patronos das Cadeiras, na seguinte ordem: Acácio Figueiredo, Anézio (sic) Leão, Antônio Mangabeira, Antônio Telha, Ascendino Moura, Assis Chateaubriand, Clementino Procópio, Cristino Pimentel, Elpídio de Almeida, Epaminondas Câmara, Félix Araújo, Generino Maciel, Hortênsio Ribeiro, Irineu Joffily, Jackson da Costa Agra, José Andrade (Zé da Luz), José Lopes de Andrade, José de Oliveira Barreto, Lino Fernandes Azevedo, Lino Gomes da Silva, Luiz Gil de Figueiredo, Mauro Luna, Manoel Almeida Barreto, Manoel Tavares Cavalcanti, Melo Leitão, Murilo Buarque, Otávio Amorim, Rosil Cavalcanti, Rubens Navarra, Severino Pimentel, Virginius da Gama e Melo, e Zeferino Lima. Estes foram os trinta e três lugares escolhidos, restando sete para futuras deliberações.

Ficou, assim, estabelecido que a ACL seria fundada com o número exato de quarenta Patronos, embora não fosse obrigatório o preenchimento de todas as cadeiras imediatamente.

Foi também posta (sic) em votação o dia determinado para fundação e instalação oficial da ACL. Após várias sugestões foi escolhido o dia 03 de julho do presente ano, com a posse dos fundadores, em cerimônia que será realizada às 20 horas no Teatro Municipal Severino Cabral.

A abertura será realizada pelo Acadêmico Aluísio Afonso Campos que, na oportunidade, apresentará – em discurso acadêmico – a biografia de seu pai e Patrono, Dr. Afonso Campos. Por votação unânime foi escolhido o panagerista (sic) para a sessão de abertura, o jornalista Agnello Amorim.

Foi, também, criada a Diretoria provisória da ACL, com a seguinte composição: Presidente, Amaury Araújo de Vasconcelos. Tesoureiro: José Leite Sobrinho e Secretário (sic): Leônia Leão. A jornalista Molina Ribeiro, na qualidade de Relações Públicas.

Todos com unanimidade de votos. Com a palavra o jornalista Agnello Amorim, o qual sugeriu que fosse criado um cargo honorífico na ACL para o Senhor Cônsul José Noujain.

Em aparte, o Presidentes, sugerindo que também fosse feita uma homenagem de honra ao Senhor José Cavalcanti Pedrosa pelo apoio que sempre dispensa aos movimentos literários nesta cidade. Ambas as sugestões foram aprovadas por unanimidade.

Novamente fazendo uso da palavra, o jornalista Agnello Amorim, solicitando informações sobre a consecução do Estatuto da ACL.

O Senhor Presidente esclareceu que já solicitara subsídios da Academia Paraibana de Letras e de outras congêneres: Campos e a Fluminense, ambas do Estado do Rio de Janeiro.

Entretanto, opinaram que fosse criada uma Comissão para estudo e elaboração do referido documento, propondo-se que a mesma fosse composta pelos acadêmicos Antônio Vital do Rego, Amauri Vasconcelos e Agnello Amorim.

Ficou deliberado que a escolha definitiva dos ocupantes fundadores seria realizada na próxima reunião da ACL. No uso da palavra, o Presidente, sugeriu que o segundo acadêmico a apresentar o discurso acadêmico de seu Patrono seria o Reitor Antônio Vital do Rego.

Em 3º lugar, Leônia Leão da Nóbrega e 4º Déa Cruz, respectivamente nos meses de agosto, setembro e outubro. Maria Molina Ribeiro escolheu o mês de março.

Também ficou marcada a próxima reunião para o dia 4, digo 14 do corrente, no Núcleo de Estudos Linguísticos e Literários – NELL.

E, por nada mais haver a tratar, o Presidente mandou que se lavrasse a presente Ata da qual Eu, Leônia Leão da Nóbrega, Secretária, fiz constar para que fosse assinada por quem de direito. Campina Grande, 09 de abril de 1981. Leônia Leão da Nóbrega”.

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Josemir Camilo

* PhD em História pela UFPE, professor aposentado da UFPB, membro do Instituto Histórico de Campina Grande.

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