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Coluna de Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 18 de agosto de 2018 às 9:54

A instabilidade das Teorias da Literatura produzem incertezas no território de Críticos, Docentes, Alunos e Leitores. Isto porque a dimensão fundadora do discurso dificulta os critérios da Legitimação.

A multiplicidade das retóricas, as questões do paradoxo, do improvável e do “segredo” relativizaram a legitimidade do literário e debilitaram referência e referente. A improbabilidade da literariedade e os julgamentos pessoais alimentam certa obscuridade do dizer. Enquanto passagem, a comunicação obscurece os significados…

O não-justificável, a afirmação da “verdade”, com o advento da Ciência da Literatura, enfraqueceram “canônes” e “sacralizações”. E se tais posturas tivesse valor, Criticos e Leitores ficariam (ou ficarão?) com o “poder” de suas leituras pessoais. Isto sem aludirmos às promoções e, sobretudo, ao “marketing”…

Uma boa leitura requer a responsabilidade da “experiência, do descrever, do agir, da reflexão, do descobrir, do fundar” que são indissociáveis.

Da Literatura emerge sua própria lei, o que não significa negar a Teoria Literária dos conteúdos que a obra levanta, a exemplo de sua tendência problematizadora.

Na sequência, lembramos o mestre ROLAND BARTES (aliás, são inúmeras as releituras do mestre em sua gigantesca obra) afirmando: “Assim, a escolha e, depois, a responsabilidade de uma escritura, designam uma Liberdade, mas tal Liberdade não tem os mesmos limites conforme os diferentes momentos da História” (in “Novos Ensaios Críticos, p. 125”).

Em seu “O Arco e a Lira”, Otávio Paz afirma que “A poesia é conhecimento (grifo nosso), salvação, poder, abandono”. Mas adiante(p.p. 166-190), em ensaio girando em torno de Religião/Poesia e focando Heidegger, Paz acrescenta: “… a poesia é Revelação de nossa condição e, por isso mesmo, criação do homem pela imagem. A revelação é criação. A linguagem poética revela a condição paradoxal do homem, sua “autoridade”, e assim o leva a realizar aquilo que ele é”.

Já a respeitada mestra Leyla Perrone – Moisés sentencia o “Julgamento de Valor” e as “Altas Literaturas”.

Frente as estas Teorias da Literatura, e tantas outras, como irei decidir sobre a “legitimação do fenômeno literário???”

APELO CONFIANTE

A I Seccional PEN da Paraíba espera confiante o apoio/presença dos segmentos campinenses durante os Atos de reabertura do seu Calendário público – 2º semestre/2018, próximo dia 27(segunda-feira), às 17h, na FIEP, gestão – Buega Gadelha.

Tem-se uma reunião de grande interesse já que o tema é: “PARA ONDE IRÃO O BRASIL, OS ESTADOS E OS MUNICÍPIOS?”

Da pauta, constarão: 

– Participação do Corpo de Baile SUELLEN CAROLINI 

– Comunicações de Políbio Alves, Fátima Coutinho, Edmundo Gaudêncio, Conceição Araujo, Lourdinha Ramalho e José Mário Silva 

– Facultativas as perguntas dos presentes 

– Confraternização

Colabore com a informalidade do PEN! A Seccional não pode emitir convites oficiais porque não recebe auxilios dos Poderes Públicos e Empresariais. Vale-se do “face”, de telefonemas e do valoroso “boca à boca”. Somos larga e antecipada Gratidão.

POÉTICA

De Octavio Paz: “Viver é ir para diante, avançar para o desconhecido e esse avançar é um ir ao encontro de nós mesmos”.

Vamos avançar com o PEN! Vamos buscar o CONHECIMENTO com informalidade. E sob as Bençãos de DEUS.

Ao meu leitor, um até o dia 27 de agosto corrente. Coraçãomente.

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Elizabeth Marinheiro

falecom@fhc.com.br

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