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Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 4 de agosto de 2019 às 12:39

Quando…

        Quando uma linda placa, em minha homenagem, foi arrancada do Teatro Municipal Severino Cabral;

        Quando a mesma atitude foi tomada com relação à placa homenageando a vinda, a Campina Grande, do renomado Escritor português, FERNANDO NAMORA, por ocasião dos famosos Congressos Internacionais de Literatura,  Teoria/Crítica Literária, sugerida, inclusive, pelo inesquecível Tribuno RAIMUNDO ÁSFORA;

        Quando instâncias da UEPB, por unanimidade, me concederam o Título de Professora Emérita, porém, segundo fui informada, não passou pelo Departamento de Letras;

        Quando muitos territórios enqudraram-me no elenco dos excluídos;

        Quando tudo isto ocorre, a gente lembra não só que MEMÓRIA é o principal componente da HISTÓRIA, mas também discorda de EXUPERY: há pessoas grandes que são grandes de verdade. Mônica é Grande!

        Em mim, jamais haverá espaço para rancor, vingança e inveja; apenas uma raquítica mágoa, até porque sempre entreguei minha vida ao COMANDO DE DEUS.

        Com este olhar, quero agradecer a consagrada Empresária MÔNICA MANGUEIRA a espontânea Homenagem que me prestou no dia 25 de Julho p/p. Belíssima festa! Presença significativa das suas Convidadas, muitas delas, também, amigas minhas.

        Fui brilhantemente saudada pela Profa. Dra. EDILIANE, com semântica perfeita, dicção preciosa e postura Ética. Também li um pequeno texto, o qual irei transcrevê-lo nestas “Tessituras”, de acordo com o que afirmei na ocasião. Eí-lo:

        Mônica querida, Monsieur Marcos, filhos “sevilhanos” do casal, equipe de atendentes desta loja, convidadas de Mônica e minhas amigas:

        Falei loja, porém não estamos numa loja e sim no espaço onde Mônica representa o solidário, a espontaneidade e o despojamento. Solidariedade porque a cidade reconhece seu trabalho caritativo, a exemplo de sua ação hercúlea em favor da RFCC, tendo como companheiras Teresinha Diniz e Maria José. Detalhes? Dispenso… Espontaneidade não só pela acolhida carinhosa as suas clientes, bem como por este gesto de hoje. Oportuno acrescentar que não costumo pedir, encomendar ou comprar homenagens…

        Onde habitam o solidário, o espontâneo e o despojamento habita Mônica Mangueira! Agradecendo à Mônica e às amigos, citarei o nome de cada uma das presentes, tecendo o código onomástico do incomum Mestre ROLAND BARTHES, de quem tive a honra de ser aluna no “Collége de France”, conforme lembra a ilustre Profa. Dra. SUDAH (aqui citei o nome de todas as presentes).

        Resta-me pedir-lhes com toda a força de um pedido necessário e sincero: comprem estes livros mesmo que já os tenham. Ninguém tem a obrigação de nos ler; quem escreve escolhe a solidão do risco. Pode ser até um caso de rebeldia…

        Mesmo um tanto marginalizada, a LITERATURA é o espaço fundamental da expressão da diferença. Tem um poder  que nenhuma outra linguagem alcança, pois é fruto de percepção solitária, intuitiva e não pragmática da realidade. Prêmios? Não são decisões divinas; apenas momentos siginificativos para a LITERATURA. Também não se deve julgá-la pelo “sucesso” público. No momento em que a inteligência pára de pensar, chega a burrice e o “besteirol” coroa o mercado. Daí, a pavorosa imagem do Brasil lá fora. Daí, muitos escritores se bandeando para roteiros de TV. Prisioneiros da rabeira digital, pensam eles que irão encontrar o “Saint Graal”… Que lástima!

        Encerrando e com respeito ao signo BENEFICENTE, quero deixar claro que parte da renda dos livros destina-se a uma pobre cega (Socorro Borges), cujas referências ficam com Mônica, à disposição da comunidade presente e ausente; outra, em favor da 1ª Revista da I Seccional PEN da Paraíba.

        Querida Mônica, queridas amigas: recebam meu coração pleno de felicidade e cheio de gratidão.

 

        AO MEU LEITOR

        Peço-lhe licença para um agradecimento especial aos canônicos Jornalistas CELINO NETO e ABELARDO JUREMA, pelas eficazes notas sobre a homenagem que a Empresária MÔNICA MANGUEIRA e convidadas prestaram-me em 25 de julho p/p, pela passagem dos meus 60 anos (conforme enfatizou a Profa. Dra. SUDAH) de vida Literária. Um agradecer que vai direto para a competência do Dr. ROBERTO CAVALCANTI, na pessoa de quem saúdo todo o Sistema Correio de Comunicação, onde habitam a TV CORREIO e a eficiente Editora SONY LACERDA. Que DEUS os abençoe.

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