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Coluna de Elizabeth Marinheiro: Tessituras

Elizabeth Marinheiro. Publicado em 14 de julho de 2019 às 8:38

Que horror!!! Telefonei para agência “OI” e passei sessenta e cinco minutos a ouvir a “máquina falante”: “seu nome”; “aguarde um momento”; “seu CPF”; “aguarde um momento” etc etc etc.

Lá vem outra “máquina falante” com as mesmas perguntas e os mesmos “aguarde”. Sentindo já zumbidos nos meus ouvidos, passei o fone para minha comadre, até que ela ouvisse voz humana. Após quarenta-e-cinco minutos tal voz surgiu.

Daí, as mesmas perguntas e o “aguarde que vamos fazer análise de sua denúncia”. Nova espera.

A voz retorna: “a senhora tem 05 números em seu nome”. Céus! Senhor, eu só tenho um fone fixo e dois celulares e minha fatura está gigantesca. “Aguarde mais um pouco”. Espero. Volta o atendente: “há dois números em seu nome” e cita os números e o nome de uma ladra.

Desconheço tais números e protesto radicalmente. “Aguarde mais um pouco”. Nova espera. Quando ele volta, afirma “sua denúncia é procedente, desconsidere sua fatura e aguarde nova fatura”. Mas, acrescentou que não sabia os nomes das ladras e/ou dos ladrões… Pura estratégia!

Após o desgaste de 65 minutos “perdidos”, restou-me profunda irritação. Fiquei a pensar nos CPFs da gente espalhados pelai. Por onde anda uma tal lei que facultará fornecer O CPF??? Quem sabe?

O fato é que estamos à margem dos sem escolha. O Estado não proporciona nenhuma segurança à tecnologia…

O Brasil permanece patinando. Errático! Tirante alguns bons aspectos da ágora digital, o resto é cultuar um paraíso imaginário…

LUTO MUNDIAL

Uma voz-sussurro. Um violão divino, cuja batida só poderá ser analisada por Especialistas. A simplicidade imanente, exorcizava as posturas narcisíacas, embora sendo um cosmopolita da Música.

João/Jobim/Vinicius, a trindade acolhida, delirantemente, em inúmeras nações do mundo.

Infenso à consagração, refugiava-se em seu apartamento do Leblon (RJ), recebendo, apenas, restrito número de amigos. Um ser humano que fazia a diferença.

“Garota de Ipanema”; “Retrato Preto e Branco”; “Desafinado”; “Trevo de 4 Folhas”; “Brigas nunca mais”, “Menino do Rio”; “Casa Portuguesa”; “Retrato em Preto e Branco”; “Chove lá fora” são páginas que, de sua autoria ou não, eram fenomenalmente interpretadas: as palavras eram metamorfoseadas por sua voz inclassificável.

“Podem me chamar

E me pedir, e me rogar

E podem mesmo falar mal

Ficar de mal, que não faz mal

Podem preparar milhões de festas ao luar

Que não vou ir, melhor nem pedir

Eu não vou ir, não quero ir” (João Gilberto)

E, lá do Infinito, o imenso JOÃO estará aconselhando: “Chega de saudade”!

LULA SEMPRE

Ficou de Bibi

Bibi de Lula também

Para aumentar as surpresas

Do tanto que a vida tem

Veio André, Arthur chegou

E Luana completou

Pra século, sem fim amém” ISABELLY MOREIRA (in Lula Cabral Verso e Vida, p. 02).

APLAUSO

Os aplausos de hoje vão para Mariluska Oliveira (ALERTA): Celino Neto (Sistema “CORREIO”); Genaldo Cardoso (Palácio das Nações) e Lamir Motta Filho (Engenheiro abençoado).

AO MEU LEITOR

“Cantando, eu mando a tristeza embora”…………..

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