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Coluna de Elizabeth Marinheiro: Tessituras

. Publicado em 30 de junho de 2019 às 8:00

Advogado competente, tendo inclusive, exercido a advocacia no Rio de Janeiro. Rua México: seu escritório. Poeta brilhante, com obras traduzidas para outros idiomas.

Jamais perdeu uma causa trabalhista. Mereceu uma crônica do canônico Escritor LUIZ AUGUSTO CRISPIN por ter – com uma Petição Judicial – absolvido a cadelinha que residia num edíficio da Avenida Cabo Branco, em João Pessoa.

Uma existência paradoxal… Foi até transferido do quartel recifense (Rua Riachuelo), comandado pelo cruel Cel. Ibiapina, para Fernando de Noronha, em “teco-tecoinseguro. No “turismo” entre várias prisões deparou-se com Lula e o consagrado Artista Plastico Abelardo da Hora.

Sonhava com conhecer a União Soviética: visitar o Kremlin, São Peterburgo, o Teatro Bolshoi, a Praça Vermelha, os Czares etc Selado como comunista; não o era. Conhecendo “O CAPITAL” , de “A a Z”, era devoto assumido do Marxismo. Muita gente ainda não sabe a diferença que separa as duas Ideologias…

Escrevo estas simplórias considerações em torno do POETA FIGUEIREDO AGRA (esquecido dos estudos paraibanos!), a propósito de um prêmio recebido da Profa. Dra. FÁTIMA COUTINHO: “As Esposas”, de Alexandre Popoff.

Numa leitura diagonal, transcrevo algumas passagens em torno de Sofia Tolstói, já que o autor de “Guerra e Paz” era sempre uma de minhas paixões literárias.

Aos 18 anos Sofia casou-se com Tolstói, já contando 34 anos. Casamento que durou cinquenta anos: período longo, pautado em sofrimentos, complexidades, lágrimas, porém vitórias, sempre.

Foi a dedicada enfermeira do esposo, em todas as suas enfermidades. Participava das atividades domésticas, artísticas e tornar-se-ia uma espécie de co-autora das obras de Lev como ele próprio lhe declarou em cartas e diários.

Nem mesmo a afirmativa “Quero ser amado do mesmo modo que sou capaz de amar”, amedrontou Sofia, fato que levou a confessar: “Pobre homem, ele ainda era jovem demais para perceber que não é possível planejar antecipadamente a felicidade, e que, ao tentar fazê-la, o infortúnio torna-se inevitável”. Porém nunca deixou de “partilhar o ideal de família que ele planejara e se dedicou com afinco a sua consecução”(p. 90).

Deprimido ou desequilibrado ou viajante ou agricultor, duvidando ou não do Talento de Sofia, escreveu-lhe em uma de suas inúmeras cartas: “Minha querida: apenas continuo me amando tanto quanto eu a amo, e nada mais me importa, tudo esta perfeito”(p. 93).

É-me impossível fazer uma análise vertical de “As Esposas”, embora a leitura seja tão deleitosa quanto importante e necessária. Trata-se de um livro para ir sendo lido lentamente…

Não poderia deixar de rezar meu confiteor provocado pela alegria da dedicatória: “Tenho certeza de que a leitura desta obra será uma agradável surpresa”.

Se as “esposas” foram esteio para os estudos literários, as esposas nos surpreendem pela importância que desempenharam, pari, pari, para que cada um atingisse o ápice da imortalidade. “Com admiração Fátima”

POEMA/PROSA

Gostar é verbo transitivo, pressupõe complemento e indicia a nossa radical necessidade do outro, sem o qual transformamo-nos em ilhas, negações de nossa humanidade, feita por Deus para a comunhão, para o estar junto. Gostar pressupõe o café quente, o mousse divino de morango, o pão fraterno, o pé-de-moleque gostoso, a conversa fluente e cordial, as doçuras do cãozinho terno, quadro lírico da graça do afeto e do milagre da amizade. Gostar é sinônimo de domingo na guabiraba, ao lado da mestrAmiga Elizabeth Marinheiro” (MÁRIO, 17/06/19).

AO MEU LEITOR

O “gostar” de Mário corresponde ao meu gostar de querer bem. Gratíssima, poetamigo MÁRIO!

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