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Campina Grande - PB

Coluna de Dom Manoel Delson: Cristo é o Bom Pastor

28/04/2018 às 7:46

Fonte: Da Redação

(*) Dom Manoel Delson

Dentro do Tempo Solene da Páscoa do Senhor a Igreja celebra o Domingo do Bom Pastor. Toda a liturgia da Missa deste domingo remete-nos à reflexão sobre uma das principais características da identidade de Cristo: a que diz que Ele é o Bom Pastor: “Eu sou Bom Pastor. O Bom Pastor dá a vida por suas ovelhas” (Jo 10, 11). O Domingo do Bom Pastor também é dedicado para se rezar pelas Vocações. A Igreja no mundo inteiro reúne-se em torno da mesa da Palavra e da Eucaristia, isto é, em volta do Cristo Morto e Ressuscitado, o verdadeiro e Bom Pastor, para suplicar a esse mesmo Pastor que envie boas e santas vocações para a vinha do Senhor.

O Evangelho, que é lido nas Missas do domingo do Bom Pastor, afirma uma coisa bastante bela e fundamental sobre o serviço que Cristo presta à Igreja e ao mundo como pastor. O Senhor nos diz que o verdadeiro pastor é capaz de dar a própria vida pelas suas ovelhas. Dar a vida pelas ovelhas significa pôr-se dentro do Mistério da cruz. O serviço que Cristo realiza na cruz é o que propicia a salvação das ovelhas. Ele não poderia cuidar das ovelhas de outra forma, mas somente quando dá a própria vida para salvá-las. Aqui se evidencia a principal característica da vida do sacerdote: o padre também é chamado a dar sua vida por amor a Deus em vista do povo. Aqui temos a expressão mais viva da Eucaristia, celebrada pelos sacerdotes: oferecer Jesus para o povo. Cristo é o Bom Pastor, mas todo sacerdote é chamado a o imitar, a o seguir no caminho da cruz, e pronto a curar as feridas das ovelhas que lhes são confiadas.

Todo sacerdote católico tem a oportunidade de fazer da Eucaristia uma escola de santidade, onde aprende o feliz exercício da doação de vida. Na Missa e a partir dela aprendemos a doar nossa vida a Deus e ao povo. O Papa Emérito, Bento XVI, no domingo do Bom Pastor de 2006, afirmou algo bastante tocante e provocador: “A vida não se entrega somente no momento da morte e nem apenas na forma do martírio. Nós devemos doá-la no dia-a-dia. É necessário que eu aprenda diariamente que não possuo a minha vida para mim mesmo. Devo aprender dia após dia a me abandonar a mim mesmo, a me pôr à disposição para aquilo que Ele, o Senhor, precisar de mim no momento, mesmo que outras coisas me pareçam mais bonitas e mais importantes. Entregar a vida, não tomá-la. É precisamente assim que vivemos a experiência da liberdade”. Os sacerdotes devem ser a imagem viva e expressiva de Cristo – Bom Pastor, devem gastar suas vidas pelas ovelhas.

* Arcebispo Metropolitano da Paraíba

 

 

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