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Coluna de Benedito Antônio Luciano: Colégio Estadual da Prata: 1966 a 1972

Benedito Antonio Luciano. Publicado em 13 de março de 2019 às 14:32

Numa busca em velhos arquivos, verifiquei que o meu acesso ao Colégio Estadual da Prata se deu mediante Exame de Admissão, certame realizado entre os dias 8 e 11 de fevereiro de 1966.

Naquela oportunidade, foram inscritos 218 alunos, tendo sido aprovados 138 (54 alunos e 84 alunas) e reprovados 80. O meu certificado de aprovação no Exame de Admissão foi emitido em 17 de fevereiro de 1966.

Antes de ingressar no Colégio Estadual da Prata, cursei as quatro séries do primário na escola pública estadual Monte Carmelo, localizada na Av. Rio Branco, número 1200, no Bairro da Bela Vista. O certificado de conclusão do primário foi emitido em 24 de novembro do 1965.

O Exame de Admissão no Colégio Estadual da Prata era rigoroso e constava de quatro provas: Português (eliminatória), Aritmética (eliminatória), Geografia e História. Tendo sido aprovado, fui matriculado no primeiro ano ginasial, turma E, turno da tarde.

Em 1966, aos 11 anos de idade, eu era um garoto muito magro, pesava 31 kg e media 1,39 m de altura. Mesmo assim, fui selecionado para ser o goleiro titular na equipe infantil de futebol de campo e, jogando nessa posição, contribuí para a conquista do título de campeã nos jogos Ginásio-Colegiais de Campina Grande realizados naquele ano.

Na sequência, participei de todos os jogos estudantis, até 1972, atuando como goleiro titular de futebol de campo, nas equipes infantil e juvenil, e dessas participações guardo as medalhas conquistadas.

Então, como esquecer esses jogos, se as medalhas estão guardadas numa caixa e as lembranças na minha memória?

Foi jogando futebol no pátio do Colégio Estadual da Prata que firmei amizades que perduram até hoje. Assim, pedindo desculpas por omissões involuntárias, vou citar os nomes de alguns desses colegas: Antonio Araújo de Queiroz (Bituri); André Luiz; Amauri Cruz; Aroldo Alexandre Alves; Audomário Rodrigues; Antonio Fernando Aragão de Melo (Fernando Canguru); Flávio Trindade; Francisco da Paz Siqueira; Francisco de Assis Costa; Francisco de Assis Nunes Crispim (Chó); Ednaldo Cordeiro; Genésio Soares Filho; Genildo da Silva Oliveira; Jairo James; João Jacinto Barreto (Dão); José Orlando Bezerra (Pitu); Laerson Duarte; Levi Soares; Lucélio Augusto; Marcílio Soares, Marinaldo Gonçalves; Marinaldo José Moreira; Mozaniel Gomes da Silva; Nereu Pereira dos Santos Neto; Roberto Guarabira; e Wellison Alves Gomes (Son).

Foi nas salas de aulas que recebi, por parte dos professores e professoras, ensinamentos que foram fundamentais para a minha aprovação no Exame Vestibular da Escola Politécnica – UFPB, curso Engenharia Elétrica, em 18 de janeiro de 1973.

E para ser justo, da mesma forma como citei os nomes de alguns colegas do tempo que estudei no Estadual da Prata, segue a lista dos que foram meus professores e professoras ao longo dos sete anos que lá estudei: Antonio Maia (Física); Antonio Peixoto (Música); Antonio Borba (Química); Ariosvaldo Silva (Matemática); Arlene Rocha (Educação Moral e Cívica); Arnaldo Pereira (Desenho); Benedito Brilhante (Educação Física); Carlos Alberto (Física); Carlos Silveira (Desenho); Carmem Brito (Ciência); Cleto Reinaldo (Matemática); Dorothy Albuquerque (Português); Francisca Neuma Fechine (Português); Genival Saraiva (Educação Moral e Cívica); Hiran de Melo (Química); Ivan Maria (Inglês); João Batista Braga (Trigonometria); João Batista dos Santos (Português); Joaquim Vitoriano (Matemática); Jorge Luiz (Matemática); José Mendes (Português); José Morais (Física); Lenilda do Nascimento (Inglês); Leonan Barros (Matemática); Luiz Gonzaga (Educação Física); Márcia Regina (Biologia); Marcos Santos (Química); Maria Helena (Geografia); Maria Luiza (Inglês); Otacílo Flor (Educação Física); Pedro Erival (Educação Física); Rafael Santos (Educação Física); Raimundo Suassuna (História); Romero Agra (Matemática); Ruth Almeida (Geografia); Severino Azevedo (Matemática); Walmar Porto (Física); e Yara Macedo (Português). A todos a minha gratidão.

Foi na biblioteca do Estadual da Prata que tive os primeiros contatos com os clássicos da literatura, brasileira e mundial.

Foi no auditório que, na condição de pintor, participei da I Semana de Artes Plásticas do Colégio Estadual da Prata, realizada em outubro de 1971.

Como esquecer a participação do Estadual da Prata (Gigantão) nos desfiles de 7 de setembro e nas aberturas dos jogos estudantis?

Como olvidar os ambientes do colégio: as escadarias, a secretaria, a sala da diretoria, os corredores, as salas de aulas, o laboratório de Ciências, o auditório, a biblioteca, o pátio e a cantina?

Como esquecer a farda cáqui com suas listas verdes? Identidade visual perdida nos dias atuais.

Como não lembrar o hino do Colégio Estadual da Prata (Música: Dalvanira de França Gadelha Fontes. Letra: Vicentina Vital do Rego), se melodia e a letra ainda ecoam minha mente? Segue o estribilho:

“Excelsa oficina, na verde Campina

Aurora de Luz

São teus arrebóis

Da glória o sinal

Colégio Estadual

Fazendo estrelas nascidas de sóis. ”

Como deixar de lembrar, no início do curso ginasial, os namoros castos mantidos no anonimato por bilhetes deixados à tarde nas frestas das carteiras para que as garotas que estudavam no turno da manhã pudessem ler e respondê-los pela mesma via?

Quantos namoros que tiveram início no colégio resultaram em casamentos? Quantos encontros e quantos desencontros? Quantos elos permanecem unidos e quantos foram partidos pela força do destino?

Quantos amigos ficaram e quantos partiram desde então? Alguns para longe e outros para sempre.

Hoje, neste ano de 2019, debruçado na janela do passado, constato que os anos e os fatos vivenciados no Colégio Estadual da Prata estão imbricados na minha memória, tal como uma colcha de retalhos urdida com a linha invisível do tempo.

O autor é professor Titular do Departamento de Engenharia Elétrica da UFCG.

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

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Benedito Antonio Luciano

Professor doutor, titular do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

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