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Campina Grande - PB

Coluna de Ailton Elisiário: Visitando Barcelona

07/05/2018 às 9:52

Fonte: Da Redação

Após termos assistido a defesa da tese doutoral da primogênita Danielle, saímos de Lisboa em direção a Barcelona. Foram apenas dois dias que lá passamos, o suficiente para uma panorâmica da cidade, mas insuficiente para nos deleitarmos melhor de seus encantos. Utilizamo-nos do serviço de ônibus turístico e fizemos uma panorâmica de toda a cidade. Caminhamos por suas ruas estreitas, parecendo as das cidades medievais. Concentramo-nos no bairro gótico da cidade, área com vários edifícios civis e religiosos de estilo gótico catalão, onde Barcelona teve o seu começo.

A Catedral de Santa Cruz e Santa Eulália, cuja construção foi iniciada em 1298, alberga o túmulo desta onde repousa num sarcófago de alabastro esculpido no Século XIV. Destaca-se, porém, a Basílica da Sagrada Família da lavra do arquiteto Gaudí, iniciada sua construção em 1882 e com previsão de término para 2025. Ela acomoda 14 mil pessoas, tem 8 torres com cerca de 100 metros de altura cada uma e projetadas ainda mais 10, destas uma com 170 metros dedicada a Jesus Cristo. É uma obra de arte indescritível.

Na história da arte e da arquitetura Antoni Gaudi é conhecido mundialmente como um grande criador. Barcelona é rica em muitas obras feitas por Gaudi, dentre elas o Park Güell e a Casa Batlló, que eu e Socorro pudemos visitar. São obras em que se sobressaem a pedra, a cerâmica, o vidro e o ferro, de colorido muito vibrante. A Casa Batlló, cujo proprietário Josep Batlló queria que fosse uma casa diferente de todas as demais, hoje é um museu com 5 áreas distintas, com suas místicas chaminés, janelas translúcidas, escadaria de madeira a imitar a coluna vertebral de uma besta gigante e o Dragon’s Bak, um modelo que retrata um dragão dito morto por São Jorge.

O Park Güell, porém, ressalta-se por seus elementos arquitetônicos. Cheio de árvores, abriga construções com escadarias trabalhadas, praça oval, torre e casas que mais se assemelham as dos contos infantis e obras artísticas azulejadas, parecendo ser tudo envolto num clima de magia. Tem-se de lá belas vistas de Barcelona e do mar Mediterrâneo, situado que está no Monte Carmelo. É Patrimônio da Humanidade e Monumento Histórico Artístico da Espanha.

Uma longa rua tipo calçadão, com as vias para os veículos nas laterais, é a linha divisória entre o Bairro Gótico e a parte da cidade onde o Modernismo deixou sua marca. Trata-se de La Rambla, antes um córrego que depois foi coberto, transformado em passeio com casas e palácios alinhados aos seus lados, tornando-se uma passarela concorrida dia e noite, com árvores e fontes e grande movimento comercial e entretenimentos. Nela se tem acesso ao Mercado de Sant Josep, mais conhecido por La Boqueria, onde em ambiente movimentado e colorido são comercializados produtos frescos – carnes, peixes, frutas, legumes, queijos, bebidas, etc, – gozando do grande prestígio gastronômico.

Barcelona foi palco dos Jogos Olímpicos de 1992, tendo o Estádio Olímpico capacidade para 17.000 espectadores. Mas é o Barça quando joga que reúne em seu estádio cerca de 100.000 pessoas. No Camp Nou o FC Barcelona dispõe de um museu do futebol, que tem espaço multimídia com murais audiovisuais e interativos.

A Barceloneta é o balneário da cidade, que tem 4,5 km de praias. Por ser comunidade marítima Barcelona tornou-se o quinto porto europeu em tráfico de cruzeiros. A estátua de Cristóvão Colombo marca o final de La Rambla e o início do Port Vell, onde está Barceloneta.

Buscando apreciar a gastronomia do lugar, como os seus moradores degustamos umas “cañas” de cerveja com umas “tapas” na Plaça Reial, uma grande praça de arcadas onde se encontram bares, restaurantes e clubes de música flamenca. Despedimo-nos de Barcelona em demanda de Madri, desejosos de lá retornarmos para aproveitarmos melhor a estadia “muy agradable”.

(*) Ailton Elisiário é professor, membro da ALCG

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