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Coluna de Ailton Elisiário: A Voz do Povo

Ailton Elisiário. Publicado em 2 de novembro de 2018 às 7:56

Sem nenhuma conotação religiosa, mas o tempo de colher chegou. O Partido dos Trabalhadores colheu nestas eleições o que plantou ao longo da sua hegemonia política no país. Rechaçado por seus desvios e suas mentiras, o povo brasileiro cansado de tanta enganação baniu do poder o governo petista. Renovou a democracia.

A regra salutar da democracia é a alternância do poder. Regra que se impõe para a segurança do bem-estar do povo. O poder cega e o poder corrompe, por isto, com a exposição da corrupção em suas entranhas, o momento não poderia ser outro. A continuidade do governo petista seria a declaração de morte da Nação.

A resposta do povo foi um aviso de que a soberania lhe pertence, não sendo esta propriedade de ninguém, muito menos de partido político. Os políticos estão em seus mandatos para o representarem em defesa de seus interesses, não para se perpetuarem no poder e alimentarem a ilusão de que o povo lhes pertence.

Equivocados em suas pretensões, arrogantes em suas atitudes, os políticos petistas devem ter aprendido a lição de que o povo não é massa de manobra para o alcance de suas pretensões. Mesmo com parcela da população iludida por projetos sociais viciantes, pressupostos ideológicos escamoteados e um projeto ambicioso de poder perpétuo, não conseguiram se sustentar, sendo banidos de seus mandatos as suas figuras mais destacadas.

Não há agora o que reclamar. Não há agora que montar resistência sistemática. Não há agora que culpar ninguém, a não ser a si próprios. As reações destemperadas ao resultado das urnas não têm lugar no contexto, pois elas são frutos da horrenda prática política por eles mesmos adotada. Não têm que chorar sobre o leite derramado. Eles quiseram desconstruir o Brasil e desconstruíram a si próprios.

Poderão daqui por diante até criarem uma frente de oposição com o único intuito de desestabilização do novo governo. Se agirem assim, estarão permanecendo no erro. O verdadeiro papel da oposição é o de fiscalização da situação, de obstaculação de ações que possam ser prejudiciais ao país, mas jamais, dificultando ou impedindo a melhoria de vida da população.

Para o povo deverão estar permanentemente voltadas as ações dos políticos de todos os partidos, pois é ele o mandante do poder. Poder que emana do povo que delega aos seus representantes o seu exercício. Portanto, para a felicidade geral da Nação basta a obediência à Constituição, enfatizando-a nos objetivos fundamentais da República.

São estes: construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, conforme consta no artigo 3º da Carta Magna.

Portanto, diante do acontecido, que todos os políticos, sem distinção de partidos, revejam suas ideias e as sintonizem com os reais interesses do povo. Este o que quer é ser feliz com emprego, educação, saúde e segurança.

Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

Ailton Elisiário

O autor é economista, advogado, professor da Universidade Estadual da Paraíba e membro da Academia de Letras de Campina Grande.

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