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Carros Elétricos

Alexandre Moura. Publicado em 26 de novembro de 2021 às 9:20

Nos últimos meses, o crescente debate sobre o crescimento da indústria de “carros elétricos” tem dominado o noticiário mundial. Chegando ao ponto de se estabelecer, em muitos países, o fim da fabricação dos carros atuais (com motores a explosão) já no inicio da próxima década. Entretanto, faz-se necessário discutir alguns pontos que afetam diretamente essa decisão de passar a fabricar (e, portanto, comercializar) somente veículos elétricos em até dez anos.

As vendas de carros elétricos têm crescido rapidamente e segundo dados da AIE – Agência Internacional de Energia, no primeiro semestre do corrente ano, foram “vendidas mais de um milhão de unidades” o que representou 140% a mais, em relação ao mesmo período de 2020.

No Brasil, os números são bem menores. Mesmo assim, foram vendidas cerca de sete mil unidades, no primeiro quadrimestre de 2021, conforme dados da ABVE – Associação Brasileira de Veículos Elétricos. Um crescimento de quase 30%, em relação a 2020.

Carros Elétricos (II)

Caso as previsões da AIE se concretizem, em 2030 (portanto, daqui a menos de nove anos), a frota mundial de veículos elétricos (carros, caminhões e ônibus) deve atingir algo em torno de 145 milhões de unidades. Assim, fica a pergunta: a “energia” necessária para abastecer essa imensa frota, estará disponível?

Sabemos que hoje, o mundo vive uma necessidade crescente de energia e a entrada de milhões de veículos consumindo energia elétrica tende a piorar a situação.

“Gerar energia” demanda planejamento, investimento financeiro bilionário e tempo para construção das redes de transmissão/distribuição e de “usinas geradoras”, sejam elas hidrelétricas, nucleares, fotovoltaicas (solar) ou eólicas (os dois últimos tipos demandam bem menos tempo de construção).

Além disso, uma frota do tamanho previsto demanda também, uma rede de recarga imensa e num país do tamanho do Brasil, por exemplo, isso é um desafio gigantesco que precisa ser planejado e executado no curto prazo.

Mesmo com a tecnologia das baterias “andando” rápido, na direção de diminuição de tamanho (mais compactas e leves), maior capacidade de armazenamento e rapidez na recarga, uma rede de “postos de recarga” é imprescindível.

É fundamental, no caso do Brasil, começar o planejamento agora e iniciar a implantação, nos próximos 3-4 anos. Caso contrário, teremos um “gargalo” complicado pela frente.

Dicas de Proteção

Como tenho escrito neste espaço por diversas vezes nas últimas semanas e meses, as ações dos hackers têm, infelizmente, se tornado uma rotina que temos que conviver. Muitas pessoas têm perguntado sobre como se proteger, principalmente quando se usa redes “Wi-Fi abertas” (públicas), prática essa cada vez mais comum.

Claro que o melhor é não usar uma rede Wi-Fi aberta, mas como isso é quase impossível, vou listar aqui quatro “dicas simples de proteção” quando se usa redes deste tipo, cuja “proteção cibernética” é inexistente ou mínima.

Primeira dica: Desative, no seu tablete, notebook e/ou smartphone, a opção “conexão automática” com Wi-Fi (bem como a conexão Bluetooth), desta forma toda vez que você entrar em um ambiente que tem Wi-Fi, vai ter que visualizar quais redes estão disponibilizadas (dê preferencia aquela que solicita uma “senha” de acesso – geralmente informada no local – pois, em principio, ela é mais segura em relação a outra totalmente “livre”).

Dicas de Proteção (II)

Segunda dica: Mantenha seu “software de antivírus” sempre atualizado e funcionando. Não adianta ter um antivírus desatualizado, é a mesma coisa de usar “uma vacina vencida”. Não serve para absolutamente nada. Use também, um software antimalware (que detecta atividades maliciosas em seu equipamento. Existem vários disponíveis na Internet);

Terceira dica: Jamais envie seus dados pessoais ou qualquer informação sigilosa (dados bancários, por exemplo), através de uma rede pública. Existem “ferramentas” que servem para fazer “espionagem cibernética” em redes Wi-Fi com alguma proteção, imagine nas redes desprotegidas (caso das públicas). Deixe para enviar, esse tipo de informação, através de uma rede segura.

Quarta dica: Muito cuidado com e-mails recebidos de quem você não conhece (ou com mensagens estranhas, prometendo brindes, por exemplo) e que tem “arquivo anexo ou link” de qualquer tipo, para ser aberto. Jamais “clique” nesses arquivos e/ou links.

Claro que essas quatro dicas simples não garantem uma proteção 100% (aliás, nada é 100% protegido) mas é o mínimo que você deve seguir, para diminuir os riscos de sofrer um ataque hacker ou contaminação por um vírus de computador.

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Os artigos postados no Paraibaonline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo e exercício da pluralidade de opiniões.

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Alexandre Moura

Engenheiro Eletrônico, MBA em Software Business e Comércio Eletrônico, Diretor da Light Infocon Tecnologia S/A e Diretor de Relações Internacionais da BRAFIP - Associação Brasileira de Fomento à Inovação em Plataformas Tecnológicas.

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