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Campina Grande - PB

Capenga e Morto

01/12/2017 às 7:41

Fonte: Da Redação

Por Tibério Cesar Pessoa (*)

Capenga!

Manco!

Ou por assim dizer “Um andar em Falso”, talvez seja uma expressão injusta e pejorativa quanto há alguns aspectos que remota a nossa medrosa, vergonhada e insana forma de aferir a Si Mesmo!

Certamente já meditamos juntos sobre o que o tempo e os contextos nos imprimem em cada um de nós nas certas sentenças da vida que julgamos culpados por algo e conseqüentemente por conta de nossa irresponsabilidade ou negligência produzimos nossa própria infelicidade.

E o que nos felicita torna-se cada vez mais escasso, caro, manco, capenga e inseguro!

Já dissemos que o futuro não é um lugar aonde estamos indo, mas sim, um lugar que ora estamos e ora estamos elaborando, criando, vivenciando e felicitando:

O iluminar da censura íntima!

O ajuizar-se contundentemente!

O deflagrar do entendimento de nossas próprias sombras mais profundas!

Lembro-me da “Carta da Morte” do Tarô e da Vida.

Já perguntaram ao mestre:

Mudar dói?

Será que é preciso cortar a raiz para não se perder a árvore?

Estando a vida parada e sem rumo não havia-se a necessidade de algo morrer para algo nascer?

Uma coisa é certa: Haverão diversos momentos em nossas vidas que algo deverá morrer para algo nascer, assim como mudanças doem e certamente raízes amargas devem serem resignificadas.

Transformações profundas exigem luzes mais profundas.

Compreendendo que a caminhada para a “Luz” é singular, única, pessoalíssima e temporal, entendemos que a evolução é em diferentes tempos, épocas, estágios, momentos e contextos diferentes a cada um de nós… Uns de um jeito e outros de outro… São temporalidades!

Digamos que certos movimentos de encontros consigo mesmo exigem um preço específico que vai desde as perdas, as quebras de vínculos e as possíveis improváveis intempéries existenciais… E não há nada complicado, há algo que de você, você precisa saber.

Saber das coisas que devem permanecerem vivas e de outras que devem morrer:

A morte põe algo em movimento!

Mudanças inexplicáveis provêm após a morte.

Desprendimentos são oriundos por causa da morte.

Os ciclos transcendentais provêm segundo também a morte que nós dá outra vibração e outro mundo, um mundo novo.

 Elevações da censura íntima do bem são oriundos de certas mortes.

No fim a morte nunca foi o fim do clico e sim foi apenas um fluxo da continuidade de algo que para nós por vezes ainda é inexplicável tal qual como desejamos ou podemos compreender de tão inefável que assim é a morte.

Desafios, enfrentamentos, vicissitudes, transformações e perdas são as notas de uma morte necessária para certas coisas que estão muito vivas e atuantes negativamente em cada vida.

O sacrifício leva capengas a andarem melhor e a morte leva vivos a viverem melhor!

Perspectivas, lucidez, humildade, maturidade, mansidão, individuação e tantos outros objetos de entendimentos te recuperam e te resignificam:

Medite e Reflita Sobre isto!

(*) PhD em Psicanálise

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