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Canções natalinas

Benedito Antonio Luciano. Publicado em 23 de dezembro de 2021 às 11:14

Natal, data comemorativa do nascimento de Jesus Cristo, em Belém de Judá. Este é o sentido verdadeiro do Natal, que não deve ser confundido com outras motivações. Assim, imbuídos deste propósito, louvemos, pois, a natividade do Filho de Deus, com alegria, com músicas e cânticos, conforme preconizado no Salmo 150:

“Aleluia! /Louvai o Senhor em seu santuário, louvai-o em seu firmamento. /Louvai-o por suas obras maravilhosas, louvai-o por sua majestade infinita. /Louvai-o ao som da trombeta, louvai-o com a lira e a cítara. /Louvai-o com tímpanos e danças, louvai-o com a harpa e a flauta. /Louvai-o com címbalos sonoros, louvai-o com címbalos retumbantes. /Tudo o que respira louve o Senhor! ”.

Baseado no Salmo 150, o compositor brasileiro Ernani Henrique Chaves Aguiar compôs, em 1975, a sua obra mais famosa, intitulada Psalmus C, para ser cantada em latim por coro misto “a cappela”, com duração aproximada de 1 minuto e 40 segundos.

Em vários países de tradição cristã, em diversas línguas, o Natal tem servido de inspiração para compositores de músicas populares e algumas delas se transformaram em canções memoráveis. É o caso da belíssima “Silent night/Holy night”, na emocionante interpretação de Mahalia Jackson, num primor de técnica vocal; e da interpretação na voz inconfundível de Nat King Cole para a música “The Christmas song”.

Adicionalmente, seguem exemplos de canções natalinas cantadas em alguns idiomas: a conhecida “Jingle bells”; a belíssima “The first Noel”; a casta “Sweet Little Jesus Boy”; a famosa “White Christmas”, composta por Irving Berlin; “Douce nuit” (versão francesa de “Stille Nacht”, em alemão, “Silent night”, em inglês, e “Noite feliz”, em português); “Vive le vent”, versão francesa de “Jingle bells”; “Feliz Navidad”, composição do porto-riquenho José Feliciano; e “Esta navidad”, na voz de Gloria Trevi.

No cancioneiro brasileiro, várias músicas natalinas são versões de canções estrangeiras, mas outras são de autoria de compositores nacionais, sendo uma das mais famosas a intitulada “Boas Festas”. Escrita por Assis Valente, em 1933, e gravada por Carlos Galhardo, “Boas Festas” ficou famosa pelo verso “Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel…”

Algumas versões brasileiras resultaram bem-feitas. Outras, porém, não guardam nenhuma relação com a letra da canção original. É o caso de “Então é Natal”, lançada pela cantora Simone, em 1995. Na versão original, “Stewball”, não há referência ao Natal. Na letra, cuja melodia foi adaptada do folclore irlandês e gravada pelo trio Peter, Paul & Mary, em 1963, o protagonista é um cavalo de corrida que nunca bebia água, só bebia vinho.

“Natal das crianças”, composta por Octavio Henrique de Oliveira (Blecaute), é um bom exemplo de música natalina brasileira de boa qualidade: “Natal, Natal das crianças/ Natal da noite de luz/ Natal da estrela-guia/ Natal do Menino Jesus/ Blim, blão, blim, blão, blim, blão, / Bate o sino da matriz/ Papai, mamãe rezando/ para o Mundo se feliz/ Blim, blão, blim, blão, blim, blão/ O Papai Noel chegou/ Também trazendo presentes para vovó e vovô”.

O que torna a letra de “Natal das crianças” memorável é que nela estão presentes os principais personagens envolvidos com o Natal: o Menino Jesus, o principal protagonista, e a família, representada pelas crianças, os pais e os avós.
Feliz Natal, caríssimos leitores!

Campina Grande, 23 de dezembro de 2021.
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Benedito Antonio Luciano

Professor doutor, titular do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

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