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Campina Grande: cidade inteligente?

Noaldo Ribeiro. Publicado em 18 de novembro de 2021 às 10:47

A UNESCO respondeu que sim, e não há nada que a desminta. Um consistente arrazoado foi apresentando e não restava a esta organização internacional conferir à Campina Grande este selo, passando a colocá-la num seleto grupo de cidades mundo afora.

A primeira etapa foi indiscutivelmente vencida, mas a segunda apresenta degraus mais íngremes. O momento, agora, é o de construir, puxado pelo poder público, uma convergência de entidades (Parque Tecnológico, universidades, SENAI…) capazes de disponibilizar tecnologias, voltando-se prioritariamente a dita economia criativa – caracterizada por ativos simbólicos, contundentemente indutores de desenvolvimento econômico-social e cultural.

Para os navegantes de primeira viagem, cabe não se excederem em expectativas colossais. Uma cidade criativa ou inteligente, como queira adjetivar, não se efetiva por decreto. Sua constituição passa por um perseverante processo. O pressuposto fundamental – a vontade política – já foi demonstrado sobejamente pelo prefeito Bruno Cunha Lima, comprometendo-se, inclusive em recente evento na Espanha.

O desafio, então, é transformar este anseio em política pública que transcenda o rodízio de capricho de governos, comuns à democracia, mas que necessita se consolidar como política de Estado. Daí, a necessidade de um núcleo de governança que diagnostique a realidade local, identifique os seus problemas fulcrais e ofereça alternativas de solução, valendo-se de meios tecnológicos para o “alcance de fins”, seja em que área for.

Por “alcance de fins”, leia-se: soluções resultantes de ferramentas tecnológicas ou de “engenharia social” que incidam na “ponta”, quer dizer, nas filas das UBS, nos pontos de ônibus ou na possibilidade do homem comum regularizar seus tributos sem ter que trilar uma “via crucis” de repartição em repartição e, noutra trincheira, ancorar o desenvolvimento de políticas nos setores turístico, cultural, na criação de emprego, renda etc.

Propiciar esses recursos é a chave para população não apenas reconhecer, mas para zelar e orgulhar-se de que a Rainha da Borborema, bem mais que Rainha, é uma urbe inteligente.

Enfim, um último registro: levar em conta que o tempo político é infinitamente mais veloz que o tempo estampado no nosso calendário do dia a dia. Que o presente que se apresenta promissor, seja o efetivo futuro.

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